O secretário de Governo, Eduardo Riedel, falou que “não acredita na judicialização como ferramenta de solução” para combater o avanço da pandemia do novo coronavíorus (Covid-19), no estado. A frase foi disparada nesta quarta-feira (5) durante a live do Governo do Estado, referente ao boletim da Covid-19.

Segundo Riedel, existe uma “distorção”, onde coloca que o Governo prega o lockdown. “É importante esclarecer que o risco extremo em um determinado município, significa funcionamento de várias atividades essenciais. Existem mais 60 setores que podem funcionar nesse tipo de regime”, explicou.

Em relação a Campo Grande, o secretário afirmou que o decreto municipal tem uma aderência grande as atividades. “Algumas são divergentes, mas isso deve ser tratado no diálogo. Não acreditamos na judicialização como ferramenta de solução. Na hora que começamos a discutir e achar que a caneta de um magistrado pode resolver essa situação, a Covid-19 está dando um passo adiante em relação as consequências, seja para a vida das pessoas, seja para economia”, ponderou.

Programa Prosseguir

Sobre o programa Prosseguir (Programa de Saúde e Segurança da Economia), Riedel afirmou que a medida tem como objetivo equilibrar à saúde e a economia, diante do cenário de agravamento da pandemia do novo coronavírus (Covid-19).

“Desde o início sabíamos que chegaríamos neste momento em que se colocam dois dramas muito grandes , o de uma pessoa chegar num hospital e as vezes não conseguir ser atendido, e o de uma pessoa chegar em casa, sem condição de trabalho, ou sem comida para pôr na mesa. É disso que se trata a pandemia”, pontuou.

Ele lembrou que assim como as ações de estruturação da saúde construída em parceria com os municípios, o Prosseguir orienta as cidades com relação às ações que devem ser tomadas para o enfrentamento do novo coronavírus.

“Nesse sentido que nasceu o programa, baseado na ciência, no conhecimento da equipe técnica da saúde, dos indicadores financeiros do estado. Nós temos a prioridade de salvar vidas, olhando com muita atenção as atividades econômicas, o avanço dos protocolos, o que é essencial ou não. E assim estamos orientando os municípios”, finalizou.