Política
Riedel, um gestor a caminho da política
Secretário de Reinaldo mira em novo desafio
Apontado como o "gerente" do atual governo de Reinaldo e principal fiador das opções mais técnicas que foram tomadas nos dois mandatos, o secretário Eduardo Riedel, mira agora para um novo desafio, o de ser politico.
Tido como nome preferido dos tucanos para ser candidato ao governo, Riedel terá um desafio tão grande quanto o equilíbrio fiscal e administrativo que conseguiu desenhar: o de se viabilizar eleitoralmente.
Acostumado a prevalecer em discussões técnicas, onde resultados e metas são auditáveis, Riedel tem agora que aprender uma nova linguagem a da política, onde a virtude nem sempre está nos rumos seguidos pelo norte dados por decisões, baseados em números.
Falando ao JD1 Notícias, ele reconhece que ainda está evoluindo. “As premissas como equilíbrio fiscal, nem sempre são as mesmas da politica", diz ele, reconhecendo o gigantismo de conseguir compatibilizar soluções técnicas com voracidade da política onde o sim, é sempre a resposta esperada. Riedel afirma que as duas coisas precisam andar juntas.
A primeira coisa é a gestão diz Eduardo, o que fazer sem planejamento (?) indaga. "Folha atrasada, compromissos sem cumprir, quem faz política com um estado mal tocado”, dispara.
"Após isso é possível inclusive ser mais acessível a toda espécie de pedidos, e demandas que as pessoas e os atores da vida pública trazem”, relata o secretário.
O governo como um todo, parece ter se convencido da viabilidade de um projeto hibrido, ou seja, um gestor que quer ser testado nas urnas, essa semana Riedel deve ver a Assembleia formalizar uma série de atribuições, ao seu gabinete.
Conforme o projeto encaminhado aos deputados, as Subsecretarias de Políticas Públicas para Mulheres, para a Promoção da Igualdade Racial, para a População Indígena, para a Juventude, para a população LGBT, para as Pessoas com Deficiência, para as Pessoas Idosas, e a relacionada a Assuntos Comunitários ficarão diretamente subordinadas ao titular da Secretaria de Estado de Governo e Gestão Estratégica, extinguindo-se, dessa forma, a figura intermediária da Subsecretaria Especial da Cidadania.