Política
CPI da Covid: sessão ouve diretora da Precisa Medicamentos
Emanuela Medrades chega à CPI e informa que depôs à PF e que permanecerá em silêncio
A CPI da Pandemia ouve nesta terça-feira (13) a diretora técnica da Precisa Medicamentos, Emanuela Batista de Souza Medrades, a partir das 9 horas. A distribuidora de medicamentos é apontada por atuar na intermediação das negociações para compra da vacina indiana Covaxin.
Medrades vai ao Senado amparada por um habeas corpus concedido pelo presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), ministro Luiz Fux, que permite que ela possa ficar em silêncio na comissão.
O pedido, apresentado pela defesa da diretora técnica, também solicitava que ela pudesse não comparecer à comissão, o que não foi autorizado pelo presidente da Corte.
Emanuela Medrades, citada em depoimentos de servidores do Ministério da Saúde, teve o requerimento de convocação apresentado pelos senadores Otto Alencar (PSD-BA) e Alessandro Vieira (Cidadania-SE) e aprovado pela CPI em 30 de junho, quando também teve aprovada a transferência de sigilo telefônico e telemático.
Acompanhe o resumo da CPI:
Emanuela Medrades chega à CPI e informa que depôs à PF e que permanecerá em silêncio
A diretora técnica da Precisa Medicamentos chegou à comissão parlamentar de inquérito acompanhada por seus advogados. Ele adentrou à sala da CPI às 10h46 – a sessão estava prevista para começar às 9 horas.
Ao ter o direito de fala, concedido por Aziz, Medrades afirmou que depôs a Polícia Federal (PF), que seguirá as orientações dos advogados e permanecerá em silêncio.
A senadora Eliziane Gama (Cidadania-AM) esclarece, no entanto, que a decisão do STF permite que Madrades não produza provas contra si, mas que deve prestar esclarecimentos à comissão sobre ações que não a incrimimem.
"O abuso ao direito de ficar em silencio nesta comissão não pode ser algo permanente e constante", disse Eliziane.
"A depoente tem um HC muito claro do ministro Fux, de só ficar em silêncio se autoincriminar. Não dá o direito pra que não responda questões que não são direcionadas a ela. Caso contrário, estará descumprindo a decisão do STF", afirmou Omar Aziz.