Política
Bandeirantes deve ter nova eleição
Prefeito reeleito sub judice tornou-se inelegível e município deve ter nova eleição em breve
Em nova derrota, Alvaro Nackle Urt, prefeito releito sub judice de Bandeirantes, teve seu recurso contra a impugnação de registro de candidatura negado ontem (19) pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE). O julgamento ocorreu em plenário virtual pelo período de uma semana, e o processo estava sob a relatoria do Ministro Alexandre de moraes.
O ex-prefeito de Bandeirantes foi cassado pela Câmara Municipal daquele município no final de setembro de 2020. Em 13 de outubro teve sua candidatura indeferida pelo Tribunal Regional Eleitoral de Mato Grosso do Sul (TRE-MS). Mesmo assim, Urt foi reeleito prefeito com 50,63% dos votos, mas não foi diplomado e recorreu da decisão. Álvaro Inicialmente sofreu derrota de sete votos a zero no TRE-MS, apresentou embargos de declaração, novamente ao TRE-MS e voltou a perder pelo mesmo placar.
Depois disso, impetrou recurso junto ao TSE, sendo indeferido de forma monocrática liminarmente pelo ministro Alexandre de Moraes em 14 de dezembro de 2020 e, em razão da burocracia e do calendário de férias forenses, a decisão apenas foi publicada em fevereiro deste ano.

Álvaro Urt recorreu novamente ao plenário do TSE, tendo seu processo julgado no dia 25 de março, em sessão virtual. Quando três ministros já haviam votado pela impugnação da candidatura, o ministro Tarcísio Vieira de Carvalho Neto (com mandato expirado em 10 de maio de 2021) pediu vistas do processo, que somente voltou a ser incluído na pauta de julgamento no dia 5 de agosto e, depois disso, o recurso culminou com o provimento negado, pelo placar de seis votos contra e um voto com o relator. Não cabe mais recurso da decisão.
Segundo Sérgio Maidana, advogado do segundo colocado nas eleições, Marcelo Abdo (MDB), as coisas poderiam ter sido resolvidas de forma mais rápida e adequada se, desde o início, o nome de Álvaro Urt tivesse sido excluído das urnas. "Pelo meu ponto de vista jurídico, ele já deveria ter sido excluído da urna desde o começo. Porque se a sentença tivesse determinado a exclusão dele das urnas, o partido provavelmente teria colocado outro nome no lugar, porque ainda tinha prazo".
Maidana ainda atenta para o fato de que a tese defendida pelos advogados de Urt já havia sido superada, o que, no final das contas, só tomou tempo, enquanto Bandeirantes está há oito meses sendo administrada pelo presidente da câmara de vereadores e, em breve, deve passar por eleição suplementar.