A ministra Tereza Cristina esteve em Ponta Porã e Naviraí nesta quinta-feira (13), acompanhada da equipe do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa) e conversou com produtores atestados pela estiagem. Em viagem, ela passou pelos três estados da região sul do país. 

Na conversa, a ministra destacou que o foco no momento é garantir que os produtores, atingidos pela seca, tenham condições de plantar a safrinha, principalmente de milho. “Temos custeio e nossa preocupação é agilidade nessas ações para que a gente possa plantar com segurança. Para que o agricultor possa saber o que vai acontecer na segunda safra, que é a safrinha, que é muito importante, pois é quando se tem a maior parte do plantio de milho nesses estados”, disse ela em entrevista na cidade de Ponta Porã.

Em Naviraí, Tereza Cristina foi recebida pelo secretário de Meio Ambiente, Desenvolvimento Econômico, Produção e Agricultura Familiar, Jaime Verruck, pela prefeita, Rhaiza Matos, entre outras lideranças locais e regionais. No município, a ministra e secretários se reuniram com produtores da região, a mais afetada pela estiagem no estado, para ouvir as dificuldades enfrentadas neste momento. "Estamos aqui para ouvir vocês. Não dá para ter uma medida geral. Temos municípios que tiveram perda total e outros não. É muito importante levarmos dados", disse, acrescentando que diversos setores foram afetados, como soja, milho e leite.

A ministra sobrevoou a região de Ponta Porã e Naviraí, em Mato Grosso do Sul, onde estão as lavouras mais castigadas pela seca no estado. Ela estava acompanhada do secretário de Infraestrutura de Mato Grosso do Sul, Eduardo Riedel, secretário especial do Escritório de Assuntos Estratégicos do Governo, Marco Aurélio Santullo e do presidente do Sistema Famasul, Marcelo Bertoni. 

Tereza Cristina ressaltou que serão tomadas medidas imediatas, de médio e longo prazo. Uma delas prevê ampliação do seguro rural. Segundo a ministra, o Mapa já está em contato com 15 seguradoras.  

Para fazer o diagnóstico da situação das lavouras nos estados afetados (RS, SC, PR e MS), a equipe do Mapa conta com apoio da Conab, Embrapa e representantes do Banco Central, Banco do Brasil e do Ministério da Economia.