Política
Sergio Moro é alvo de mandados de busca e apreensão
Apartamento do ex-juiz foi vistoriado; medida foi determinada pelo TRE-PR e atende ao pedido de federação liderado pelo PT
O apartamento do ex-juiz Sergio Moro (União Brasil), candidato ao Senado, foi alvo de mandado de busca e apreensão de materiais de campanha irregulares, neste sábado (3), após medida determinada pelo Tribunal Regional Eleitoral do Paraná. O local foi indicado como sede seu comitê central.
O cumprimento da decisão acontece após o pedido feito através da federação "Brasil da Esperança", liderada pelo PT. A decisão também afeta o candidato Paulo Martins (PL).
De acordo com o jornal 'O Globo', alguns materiais impressos violava a legislação eleitoral e as redes sociais de Moro e Martins apresentavam propaganda irregular, em razão da desconformidade entre o tamanho da fonte do nome do candidato a senador relativamente a dos suplentes.
A decisão foi assinada pela juíza eleitoral Melissa de Azevedo Olivas, que em trecho do documento, afirmou que algumas publicações não mencionavam o nome dos suplentes, ferindo à legislação eleitoral.
"Observa-se que nas redes sociais do Twitter, Instagram e no site oficial, indicados na inicial, o candidato sequer menciona o nome dos suplentes, em absoluta inobservância à legislação eleitoral. Quanto às demais redes sociais informadas, é evidente a desconformidade entre o tamanho da fonte do nome do candidato a senador relativamente a dos suplentes", disse a magistrada a respeito do material de campanha de Moro.
Pelo menos 1 milhão de impressos irregulares, entre adesivos, praguinhas, santinhos e perfurardes devem ser apreendidos. A decisão ainda ordenou a remoção de mais de 300 links das redes sociais dos candidatos por expressão violação à Lei Eleitoral.
Entre os materiais excluídos, estão todos os vídeos do canal de Sérgio Moro do YouTube, inclusive aqueles com críticas ao ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, além de dezenas de links nas páginas sociais de sua campanha.
Ainda segundo O Globo, por meio de nota, a defesa de Moro afirmou que "a busca e apreensão se refere tão somente à, supostamente, os nomes dos suplentes não terem o tamanho de 30% do nome do titular".
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