Plano de Governo
Renato Gomes quer dobrar peso do turismo na economia de MS
Candidato propõe investimentos no Pantanal, Rota Bioceânica e ações de proteção ao meio ambiente
No eixo de Turismo e Meio Ambiente, Renato Gomes (DC), postulante a governador do Mato Grosso do Sul, aposta no na preservação ambiental, com atenção especial ao Pantanal, mas também prevê ações voltadas ao Cerrado, a Campo Grande e a outros destinos turísticos sul-mato-grossenses.
Turismo com Pantanal à frente
Uma das principais metas de Renato Gomes é dobrar a participação do turismo no PIB estadual. O plano aponta que o setor representa 2,46% da economia de MS, com cerca de 88 mil empregos, apesar de o Estado contar com destinos conhecidos internacionalmente, como Bonito e Pantanal. A proposta é ampliar principalmente o potencial turístico pantaneiro.
Para isso, o candidato propõe melhorar o acesso ao Pantanal e a Corumbá, com investimentos na Estrada Parque e no aeroporto, além de aumentar a divulgação do destino no exterior. A Rota Bioceânica também aparece como uma oportunidade para atrair turistas estrangeiros, principalmente de países vizinhos.
Outra ideia é levar para Jardim, Bodoquena, Miranda e Costa Leste experiências de gestão turística adotadas em Bonito. Campo Grande também aparece no plano, com incentivo ao turismo de negócios e realização de eventos durante a baixa temporada para aumentar a ocupação dos hotéis. Gomes ainda defende mais recursos para promoção turística do Estado.
Prevenção aos incêndios
O plano cita como referência as queimadas de 2020 e 2024 e prevê também manejo integrado do fogo. A intenção é buscar recursos do Fundo Amazônia e do Fundo Clima para financiar equipamentos, aeronaves e equipes.
Renato também quer ampliar o Pagamento por Serviços Ambientais (PSA), remunerando proprietários pela conservação de áreas, e incentivar projetos de crédito de carbono no Pantanal. Outra proposta é mudar os critérios do ICMS Ecológico para premiar municípios que apresentem resultados na preservação ambiental, no manejo do fogo e na proteção da água.
O plano ainda prevê reforço na estrutura do Imasul, conclusão da regulamentação da Lei do Pantanal e ações específicas para o Cerrado. Gomes propõe combater a conversão ilegal de vegetação e incentivar a recuperação de pastagens degradadas como alternativa à abertura de novas áreas para produção.