Eleições 2026
Trump diz acompanhar eleição no Brasil 'de muito perto' a três dias do 1º turno
Presidente dos Estados Unidos classificou o pleito brasileiro como “muito importante”, mas não citou candidatos nem declarou apoio
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou nesta quinta-feira (1º) que acompanha “muito de perto” as eleições presidenciais do Brasil. A declaração foi dada a jornalistas na Casa Branca, a três dias do primeiro turno, marcado para domingo (4).
Questionado sobre o processo eleitoral brasileiro, Trump destacou a importância do país e elogiou os brasileiros, mas não mencionou nenhum candidato nem indicou apoio a uma das candidaturas.
“O Brasil é um país muito importante, um ótimo país. As pessoas do Brasil são fantásticas. É uma eleição muito importante”, afirmou.
A declaração ocorre em meio à atenção de parlamentares americanos sobre a relação dos Estados Unidos com o processo eleitoral brasileiro. No início desta semana, os senadores democratas Jeanne Shaheen, Tim Kaine e Peter Welch enviaram uma carta ao secretário de Estado, Marco Rubio, pedindo que o governo Trump não interfira na eleição e se comprometa a reconhecer o resultado das urnas.
A manifestação dos três senadores veio após outra carta, enviada na semana anterior por um grupo de parlamentares americanos, também com críticas à possibilidade de interferência dos Estados Unidos na disputa brasileira.
Amorim diz que Trump prometeu não interferir
Na semana passada, o assessor especial do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, Celso Amorim, afirmou em entrevista ao SBT News que não acredita em uma interferência direta de Trump nas eleições brasileiras. Segundo Amorim, Lula conversou por telefone com Trump em agosto e, durante a conversa, o presidente americano teria desejado “boa sorte” ao brasileiro e dito que não pretendia interferir na eleição.
“Se você me perguntar se Trump vai determinar, eu diria não”, afirmou Amorim. Ele, no entanto, ponderou que não saberia dizer se outros setores dos Estados Unidos poderiam tentar influenciar o processo, citando como possibilidades as grandes empresas de tecnologia e outros meios.
Enquanto parlamentares americanos cobram uma posição de respeito ao resultado eleitoral, autoridades do governo dos Estados Unidos já negaram que Washington tenha como objetivo interferir na eleição brasileira. Em agosto, integrantes do Departamento de Estado disseram que o resultado seria respeitado, desde que a disputa fosse considerada “livre e justa”.
Até o momento, na declaração desta quinta-feira, Trump não indicou qual candidato teria sua preferência e se limitou a dizer que acompanha de perto a eleição e considera o pleito importante.