Política
Beto Avelar cobra mudanças nos repasses e questiona recursos destinados à Capital
Vereador afirma que a Capital concentra 33% da população de MS, mas recebe cerca de 11% dos recursos distribuídos aos municípios, além de cita especulação sobre salários e tapa-buracos
O vereador e líder da prefeita Adriane Lopes na Câmara Municipal de Campo Grande, Beto Avelar (PP), cobrou mudanças nos critérios de distribuição de recursos estaduais e defendeu a criação de uma comissão para discutir os repasses a Campo Grande. Segundo ele, a Capital concentra cerca de 33% da população de Mato Grosso do Sul, mas recebe aproximadamente 11% do montante distribuído aos municípios.
“É totalmente injusto, a partir do momento que a nossa Capital representa, em termos populacionais, 33% da população do Estado e recebeu 11%. Então, a matemática não bate”, afirmou.
O parlamentar também citou impactos de mudanças tributárias federais e do ICMS relacionado ao gás natural importado da Bolívia. Segundo ele, o Governo do Estado argumenta que os critérios de distribuição foram definidos tecnicamente pela Assembleia Legislativa. “Eu sou a favor que tenha, não só a comissão, mas que tenha uma mudança de regra”, declarou.
Beto Avelar avaliou que a predominância de deputados estaduais com bases eleitorais no interior pode dificultar mudanças e defendeu maior mobilização dos representantes de Campo Grande, do Governo do Estado e da Assembleia Legislativa para rever os critérios.
Especulação sobre salários e tapa-buracos
Ao comentar as dificuldades financeiras da Prefeitura, o vereador mencionou comentários de que, no ano passado, o município teria enfrentado dificuldades para manter os serviços de recuperação das ruas.
“Até não sei se procede essa informação, ou pagava o salário do servidor ou tampava os buracos. Tem essa conversa que roda em todos os setores”, disse.
A possibilidade de a Prefeitura ter precisado escolher entre pagar os salários dos servidores e realizar serviços de tapa-buracos foi citada como especulação pelo próprio vereador, sem confirmação de que essa situação tenha ocorrido.
Para Beto Avelar, a situação financeira da Capital precisa ser tratada como prioridade, com articulação política para buscar mudanças na distribuição dos recursos estaduais. “Tem que pensar também, eu sei que a maioria é municipalista, ou pensa no município dele, mas tem que pensar num entorno que pra Campo Grande está cada vez pior”, concluiu.