Saúde
Casos de queimadas podem aumentar e prejudicar saúde da população
Durante o período de estiagem são flagrados diversos casos de queimadas
Com o tempo seco, quente e a umidade relatividade do ar baixa, surge na população riscos de problemas respiratórios e queimadas ou incêndios geralmente em terrenos baldios.
De acordo com informações do Centro de Monitoramento do Tempo, do Clima e dos Recursos Hídricos (Cemtec), a capital já contabiliza 43 dias de estiagem, enquanto cidades como Cassilândia e Paranaíba lideram esse ranking de secura com 64 dias sem ver uma gota de água caindo do cé.
Por conta desses fatores é que a Agência de Desenvolvimento Agrário e Extensão Rural (Agraer) alerta os agricultores e pecuaristas para evitarem a prática de queimadas na limpeza do solo seja para preparo de plantio ou formação de pasto. Ao invés disso, adotem medidas de manejo mais eficazes no campo beneficiando também a saúde da população.
Segundo dados do PrevFogo do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama), dos 106 Projetos de Assentamentos (PA’s) existentes no banco de dados da instituição, 37 apresentaram registros de focos de calor. O PA com mais focos de calor registrados neste ano é o PA Monjolinho, no município de Anastácio.
De agosto a outubro a situação é crítica devido a incêndios florestais no estado, por isso, a orientação é não jogar lixos em áreas de pasto, lavoura ou de reservas florestais.
No campo, o fogo utilizado em queimadas para “preparar” o solo prejudica pois elimina nutrientes fundamentais a qualquer cultura vegetativa, como o potássio e fósforo, mata microrganismos que auxiliam no desenvolvimento das plantas, reduz a umidade da terra e facilita o processo de degradação do solo. Isso sem mencionar problemas de poluição do ar e até mesmo de nascentes, águas subterrâneas e rios por meio das cinzas.
As queimadas não apenas geram problemas ambientais como também são passíveis de penalização. “A lei de crimes ambientais n.º 9.605 de 1998 prevê em seu art. 41 pena de reclusão, de dois a quatro anos, e multa. A multa é regulamentada pelo decreto nº 6.514 de 2008, onde em seu art. 58 varia de R$ 1.000,00 a R$ 1.500,00 por hectare” esclarece o analista ambiental do PrevFogo/Ibama, Alexandre de Matos.
Também há uma resolução conjunta entre o Ibama e o Instituto de Meio Ambiente de Mato Grosso do Sul (Imasul), que suspende qualquer tipo de uso do fogo, através das queimas controladas, a partir de 1º de agosto, se estendendo até 30 de setembro no Planalto e até 31 de outubro no bioma do Pantanal. “Ou seja, nenhuma autorização de uso do fogo nesses períodos é permitida”, alerta Alexandre.
Corumbá é sempre o município que mais registra focos de calor no estado, devido a sua extensão territorial e por ter grandes áreas de pasto, possibilitando a ocorrência de incêndios.
As queimadas prejudicam a saúde e a economia local por interferir em atraso de voos, acidentes nas rodovias, entre outros. Denúncias de queimadas podem ser informadas pelo número 193.