A contratação de 28 novos leitos de UTI, para atender casos de infectados pelo Covid-19, é a aposta das autoridades envolvidas no combate a pandemia do novo coronavírus para evitar um possível “lockdown” (fechamento total) em Campo Grande. Segundo a Secretaria de Estado de Saúde (SES), a capital já tem 94% dos leitos disponíveis ocupados.

Aumentando a capacidade hospitalar de atendimento, pode diminuir esse índice 94% de leitos ocupados, que pode levar tomada de medidas de isolamento social mais drásticas.

Outra situação que conspira, mas a favor o lockdown é o fato de que, mais de trinta municípios que tem se utilizado da rede hospitalar de Campo Grande, continuarem com as atividades econômicas abertas e enviando seus doentes para a capital.

Diariamente chegam infectados oriundos do anterior necessitando de internação. O próprio prefeito Marquinhos Trad (PSD) alertou sobre esse fato.

O procurador-geral de Justiça do Ministério Público do Estado de Mato Grosso do Sul (MPMS), Alexandre Magno Lacerda, disse ao JD1, que a presença da Policia Militar e do MP, reforçam a atuação da Guarda Civil Metropolitana (GCM) para prender em flagrante abusos e descumprimento dos decretos de Saúde Pública.

Segundo Lacerda, com isso até mesmo "o número de acidentes cai" e a pressão por internação por outros motivos tendem a diminuir.