A chegada da vacina contra a covid-19 nas clinicas particulares da Capital ainda é uma incógnita. No início da pandemia, a Associação Brasileira das Clínicas de Vacinas (ABCVac) se colocou à disposição do governo para fazer com que a vacina fosse aprovada e que a entrada fosse mais fácil no país, pois a prioridade tem sido atender a grande demanda através do Sistema Único de Saúde (SUS).

Ao JD1 Noticias, a Clínica de Vacinação Vaccine Care disse não ter previsão da chegada da vacina. “Ainda não temos previsão de quando o mercado privado vai ter acesso a vacina, a legislação que permite a vacina aprovada emergencialmente não permite que a aplicação seja feita em clinicas particulares, só o governo pode fazer”, disse o representante da clínica. “Não temos previsão de quando vamos poder fazer a vacinação em clinicas particulares”, afirma ele.

“A ABCVac teve a intenção de ajudar a população como um todo quando se colocou a disposição do governo para facilitar a entrada das vacinas no país. É mais importante que tenha vacina no SUS do que nas clínicas particulares. Vamos ficar um pouco atrás, mas é algo que precisa de mais regulação, estudos e ter mais certeza sobre o que foi feito e o que não foi feito”, afirma. “É importante também que o governo consiga colocar a vacina o mais cedo possível a disposição, quanto antes estiver disponível, mais cedo a gente tem acesso”, finaliza ele.

Ao conversar com a enfermeira técnica, Nataly Correa Macedo, do mesmo local, foi levantado o questionamento de como seria o impacto da vacina quando estivesse disponível para a rede particular, já que a população poderia utilizar o SUS como meio de adesão ao invés de esperar os locais privados para fazer a imunização. “Não acho que seria negativo, o nosso publico não se enquadra na faixa etária de imunização do SUS. Muitas pessoas ainda preferem a rede particular, as vacinas vão ser importadas e o meio de armazenamento é diferente também. Eu acredito que pode existir uma parcela da população que espere a autorização para que as clinicas particulares façam a imunização”, afirma ela.