Saúde
Anvisa dá registro definitivo à vacina de Oxford e libera remédio para tratar Covid
Imunizante é o segundo com aprovação da agênica; Remdesivir age impedindo a replicação viral, segundo OMS
Nesta sexta-feira (12) a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) anunciou o registro do primeiro medicamento de pacientes hospitalizados com Covid-19, o antiviral Remdesivir e deu registro definitivo da vacina Oxford/AstraZeneca.
Imunizante, de Oxford, contra covid-19 já tinha aval emergencial no Brasil desde janeiro. Ela é a segunda vacina a ter aprovação definitiva da Agência, sendo a primeira a da Pfizer, no dia 23 de fevereiro.
O Remdesivir recebeu em outubro aprovação nos Estados Unidos da FDA (Food and Drug Administration, órgão equivalente à Anvisa) para uso como medicamento oficial para o tratamento da Covid-19 e vem sendo usado por lá desde novembro.
Raphael Sanchez, especialista da gerência de qualidade de medicamentos da Anvisa, afirmou que, ao contrário das vacinas, o remdesivir não fez uso da submissão contínua no processo de autorização de uso do remédio.
"A submissão se deu em 6 de agosto de 2020, quando tivemos contato com o dossiê completo. Depois da submissão, também tivemos algumas conversas para entender melhor pois é um medicamento desenvolvido com bastante celeridade e muitos aspectos ainda não estão fechados", explicou.
"Na análise da qualidade, nosso principal papel é garantir que ele tenha qualidade e segurança. A gente espera que ele seja fornecido com qualidade, eficácia e segurança que são necessários e ajude as pessoas acometidas pela Covid-19", ressaltou Raphael.
No entanto, a Organização Mundial da Saúde (OMS) anunciou, após aprovação nos Estados Unidos, que o Remdesivir não é recomendado para pacientes hospitalizados com Covid-19, uma vez que o antiviral não evita mortes, nem o agravamento da doença. O Remdesivir é um medicamento intravenoso que age impedindo a replicação viral.