O ministro da Saúde, Marcelo Queiroga, reforçou nesta sexta-feira (16) durante agenda em Campo Grande, que toda a população brasileira será vacinada contra a Covid-19 até o fim deste ano. Ele ainda aplicou uma dose de vacina contra a covid-19 em um morador da capital.

Queiroga chegou ao Parque Ayrton Senna e foi até o box 6 e fez a aplicação a 1ª dose do imunizante no instrutor de autoescola, Rodrigo Lacerda, de 41 anos, que se sentiu privilegiado pelo momento, mesmo sem saber qual era o nome do ministro. "Me senti honrado em receber a vacina direto do ministro da saúde, só agradecer", falou Rodrigo.

O Secretário de Saúde do Município, José Mauro Filho, destacou que Campo Grande se tornou referência quando se trata de vacinação. “Campo Grande é uma cidade que aprendeu com essa doença. Nós somos hoje referência na vacina, com capacidade de vacinar 20 mil pessoas por dia, nós precisamos continuar esse trabalho” destacou o secretário.

Após aplicar a vacina, Queiroga foi assinar os termos de compromisso para reestruturação de cinco Centros de Especialidades Odontológicas (CEOs) e para o credenciamento de 68 equipes de saúde bucal. “Hoje investimos em saúde bucal e saúde da família. É necessário apoio à atenção especializada à saúde” ressaltou Queiroga sobre o CEOs.

Durante entrevista coletiva, o ministro falou da organização na vacinação em Campo Grande. "Essa é a chave para vencermos a pandemia da covid-19", afirmou. Segundo ele, o presidente da República, Jair Bolsonaro (sem partido), já pediu levantamento de quando isso poderá ser feito. 

Questionado, Queiroga destacou que a população não pode ser punida sobre o uso ou não dá máscara. “Nós somos contra é essa mania de querer punir as pessoas aplicando multas, nós devemos convencer as pessoas a usar as máscaras e a aderirem como compromisso pessoal", pontuou. 

Ele destacou que Bolsonaro está satisfeito com a imunização no país e que em outros países, onde a vacinação está mais avançada, já foi observado à flexibilização das medidas.

O Ministro ainda afirmou que até setembro, todos acima de 18 anos já terão tomado a primeira dose da vacina contra a Covid, e que até dezembro, todos já tenham tomado a segunda dose do imunizante. 

Queiroga disse que a cada lote de vacina que é distribuído, uma nota técnica com orientações sobre a aplicação é emitida também, e no momento, não existe respostas sobre uma possível terceira dose dos imunizantes. Ele disse também que será avaliada a inclusão de adolescentes com comorbidades no plano de vacinação nacional. Aqui, a Secretaria de Estado de Saúde, publicou uma resolução que autorizou os municípios a vacinarem adolescentes com comorbidades a partir dos 12 anos.  

“O que nós temos pedido é que todos sigam esse cronograma, não fica inventando coisa, anunciando a terceira dose de vacina, isso gera uma guerra entre os estados e os municípios, nós nem sabemos como é que vai ser essa terceira dose, a ciência ainda não trouxe essas respostas nós estamos estudando isso, há duas pesquisas que o Ministério da Saúde está apoiando. Então vamos trabalhar em cima da ciência certo com tranquilidade passar para a população brasileira uma mensagem de com confiança e aí a gente avança. É possível que seja incluído os adolescentes com comorbidades, vamos aguardar a decisão técnica, uma vez aprovado lá, nós vamos passar uma orientação nacional” explicou o ministro.

De acordo com o ministro, MS recebeu mais doses de vacinas não porque teve fura-fila, mas por ter considerado a questão epidemiológica, já que temos regiões de fronteira e seja possível que existam variantes circulando as fronteiras, conforme análise técnica. “Estava havendo uma grande pressão sobre o sistema de saúde aqui e no MS, por conta disso chegaram doses adicionais para o Estado, e o Estado deu eficiência na aplicação das doses.”

Marcelo Queiroga disse a questão pós-Covid é muito importante e que MS tem uma bancada muito ativa e citou a senadora Soraya Thronicke, representando muito bem o espirito dos parlamentares do Estado. “Sem dúvidas o Ministério da Saúde vai trabalhar em conjunto para trazer esse benefício aqui. Como eu já falei, ‘nada do que foi será do jeito que já foi um dia’, então no ano que vem nem eu, nem o Geraldo Resende e nem José Mauro nós vamos ter vida fácil” disse sobre os orçamentos do próximo ano, que devem ser usados também para comtemplar as necessidades e recursos para as questões de doenças cardíacas, câncer, e as cirurgias, que são prevalecentes.