Saúde
ANS autua Prevent Senior por não comunicar aos pacientes o tratamento aplicado
Empresa foi notificada na segunda-feira e tem 10 dias para apresentar defesa
A Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS) autuou a operadora de saúde Prevent Senior pela falta de comunicação aos pacientes de que estavam sendo tratados com os medicamentos do "kit covid" que, de acordo com especialistas, não têm eficácia comprovada. Em nota divulgada nessa terça-feira (28), a ANS informou que encontrou indícios de infração cometida pela Prevent Senior, em um processo instaurado para averiguar se os profissionais que trabalhavam para a empresa foram obrigados a prescrever o kit covid.
A partir das denúncias, Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS) autuou a operadora de saúde por, supostamente, deixar de comunicar seus pacientes sobre o uso de remédios sem eficácia comprovada. Foram constatados indícios de infração para a conduta de “deixar de comunicar aos beneficiários as informações estabelecidas em lei ou pela ANS”, tipificada no art. 74 da Resolução Normativa nº 124 de 2006, e [por isso] a ANS lavrou um auto de infração na tarde do dia 27/09/2021. A operadora tem 10 dias contatos a partir dessa data para apresentar sua defesa”, concluiu a agência.
A Prevent Senior, por sua vez, informou que prestará todos os esclarecimentos à ANS dentro do prazo estabelecido pela agência. E garantiu não ter omitido aos pacientes as devidas informações sobre os tratamentos prescritos em suas unidades. Em nota, a empresa disse ainda que as acusações feitas na CPI são infundadas. “Têm como base mensagens truncadas ou editadas, vazadas à imprensa, e serão desmontadas ao longo das investigações”.
A operadora também nega ter obrigado o uso de remédios sem eficácia ou ter ocultado casos de covid-19. “Ao longo da epidemia, a Prevent aplicou cerca de 500 mil testes em que constatou o contágio de 56 mil pacientes. Desse número, 7% redundaram em mortes. Todos os casos foram rigorosamente notificados. A Prevent Senior sempre respeitou a autonomia dos médicos, nunca demitindo profissionais por causa de suas convicções técnicas”, diz o comunicado.