A terceira dose da AstraZeneca aumenta “significativamente” o nível de anticorpos contra a nova variante Ômicron, conforme anunciou nesta quinta-feira (23), a farmacêutica.

Com base em estudo de laboratório da Universidade de Oxford, a AstraZeneca anunciou, em comunicado, que os níveis de anticorpos que neutralizam a Ômicron após uma terceira dose da vacina foram globalmente similares aos níveis alcançados após as duas doses contra a variante Delta.

A farmacêutica anglo-sueca acrescentou que "os níveis observados após uma terceira dose foram maiores do que os anticorpos encontrados em indivíduos que haviam sido previamente infectados e se recuperaram naturalmente" das variantes Alfa, Beta, Delta e linhagens originais do SARS-CoV-2.

A empresa  esclareceu que o estudo da terceira dose foi conduzido "de forma independente" por investigadores da Universidade de Oxford, com quem a AstraZeneca desenvolveu a sua vacina.

A nova variante já foi detectada em 106 países e já é dominante em vários países, tendo assim superado a Delta.

Novos estudos indicam que a Ômicron é mais contagiosa, mas menos perigosa que a Delta. Pesquisas realizadas no Reino Unido, na África do Sul e Escócia revelam que as internações hospitalares de doentes infectados com a variante Ómicron diminuem entre 40% e 45%, em comparação com a Delta.

Apesar de ser necessário maior número de anticorpos para neutralizar a nova variante, a OMS e o regulador europeu de medicamento consideram que as vacinas aprovadas para a covid-19 continuam eficazes contra a doença grave, hospitalizações e morte.