Após um período de crescimento conjunto de casos de gripe e Covid-19, o Brasil vê o coronavírus tomar novamente a dianteira dos casos identificados de síndrome respiratória. Este é um movimento já esperado, de acordo com o virologista Anderson Brito durante entrevista à CNN nesta segunda-feira (14).

Segundo Brito, o fato do brasileiro já encarar o vírus da Influenza há anos e ter vacinas desenvolvidas contra a doença fez com que os efeitos do último surto de gripe tenham sido superados mais rapidamente do que os casos da variante Ômicron do coronavírus.

“Se já temos uma população em frente a um vírus que não é novo, vemos uma dinâmica de aumento de casos repentino, seguido de uma queda. O vírus da Covid é diferente. Agora tem vacinação, mas ainda tem uma parcela da população que não se vacinou e essas pessoas são mais vulneráveis – uma vez que a Ômicron chega ali, ela se dissemina de forma mais fácil”, explicou o virologista.

“Existe essa grande confusão porque a gente enfrenta dezenas de vírus respiratórios. Se você está sentindo sintoma que se parece com resfriado ou gripe, muito provavelmente é Covid – eles se assemelham, mas o vírus da gripe já não está tanto em circulação se comparado ao coronavírus, em especial à variante Ômicron”, expôs.

Anderson ainda ressaltou que, assim como a Influenza, a Covid-19 não vai desaparecer. Além disso, o profissional ponderou que as proteções contra a infecção, com destaque para o ciclo vacinal completo, o uso de máscaras e a atenção aos movimentos locais do coronavírus, criarão um ambiente cada vez menos propício para novos surtos da doença.

Covid em MS - 

Nas últimas 24 horas foram confirmados 1.293 casos do vírus e 12 mortes. Com isso, o Estado registra 464.051 casos pela doença e 10.102 mortes. 

Até esta segunda-feira (14), 2.156.907 receberam a primeira dose, 1.838.304 a segunda e 257.274 foram imunizados com a dose única. No total, 5.217.229 doses já foram aplicadas em MS, tendo um percentual de 74,59% da população com o ciclo vacinal completo.