Saúde
Retrospectiva JD1: Doenças e infecções virais que assolaram o país
Mato Grosso do Sul confirmou aumento de doenças e foi destaque nacional em vacinação
No período pós-festas de virada do ano, janeiro de 2022 já explodia de notícias sobre aumento da covid-19, neste ano tivemos também a Flurona, junção da Sars-CoV-2 e Influenza, além dos casos de varíola dos macacos que amedontrou os brasileiros.
Além disso, 2022 foi o ano da conscientização, onde campanhas contra o sarampo e poliomielite foram amplamente divulgadas pelas autoridades. Neste ano, o Brasil também deu um salto, produzindo a própria vacina contra a Covid. Relembre:
COVID-19

Logo em janeiro, os números da Covid-19 saltaram, com uma onda de contaminações impulsionada pela variante ômicron, que é menos severa, entretanto, mais contagiante do que as variantes anteriores.
Em 35 dias, o Brasil já havia registrado mais casos de Covid-19 em 2022 do que ao longo de todo o segundo semestre de 2021. Foram 3.988.310 infecções nos primeiros 35 dias do ano contra 3.730.380 entre 1 de julho e 31 de dezembro de 2021, de acordo com o Ministério da Saúde.
Atualidade
Segundo o levantamento do consórcio de veículos de imprensa feito junto às secretarias estaduais de Saúde do país, na terça-feira (27/12). O Brasil registrou 250 mortes por covid-19 em 24 horas. É o 37° dia de alta seguido. A média móvel de mortes nos últimos sete dias é de 151 por dia, um aumento de 32% em relação aos óbitos registrados em 14 dias.
Devido ao aumento de casos, o Conselho Nacional de Saúde – CNS, por meio de sua Câmara Técnica de Acompanhamento da Covid-19 – CTAC, divulgou uma nota pública chamando atenção para a necessidade de manutenção de medidas preventivas para minimizar os impactos da doença na saúde da população.
VACINA

A Anvisa aprovou, no início de janeiro o registro do insumo farmacêutico ativo (IFA) fabricado pela Fiocruz da vacina da AstraZeneca contra a Covid-19.
Com a aprovação, o Brasil passou a ter a vacina produzida totalmente em território nacional. O "ingrediente" da vacina (ou seja, o IFA) passa a ser produzido no país em vez de ser importado de fora.
MATO GROSSO DO SUL
No estado, o primeiro boletim epidemiológico da Covid-19 divulgado no dia 3 de janeiro, Mato Grosso do Sul já tinha 248 casos e três óbitos.
A principal causa, analisada por agentes de saúde foram as festas de fim de ano, onde a população se descuidou o que beneficiou o contágio das síndromes gripais.
Atualidade em MS
Apesar dos números amenos no decorrer do meses, com mutirões de vacinações, os casos voltaram a subir na última quinzena. Em mais uma atualização, o boletim epidemiológico da Covid-19 em Mato Grosso do Sul mostrou esta semana, números crescentes, principalmente em Campo Grande.
Na semana do dia 20 de dezembro, mais 316 casos novos da doença haviam sido registrados na Capital, e nos dados divulgados nesta terça-feira (27), são 515 novos casos.
Ao todo, MS contabiliza 593.209 confirmações da doença e 10.903 óbitos desde o início da pandemia.
MÁSCARAS

Com o arrefecimento dos números, em agosto, a Prefeitura de Campo Grande decretou a desobrigação do uso de máscaras de proteção individual que passou a ser facultativo no transporte público coletivo e em ambientes de atendimento à saúde.
Em novembro, o Governo do Estado determinou a mesma medida, e o uso de máscaras passou a não ser mais uma obrigação, tanto em ambientes abertos como fechados.
No mesmo mês, o uso das máscaras de proteção facial voltou a ser obrigatório nos aeroportos e aviões em todo território nacional. A decisão partiu da Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária), após notarem uma grande crescente de casos da doença.
VACINAÇÃO LOCAL
O imunizante da Pfizer para crianças de seis meses a quatro anos, o único aprovado para essa faixa etária no País, recebeu aval da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) no dia 16 de outubro.
Com a imunização disponível para todos os públicos, com 1°, 2° dose e dose de reforço. Em novembro, Campo Grande abriu o o cadastramento de identificação prévia de crianças de seis meses a dois anos, 11 meses e 29 dias para vacinação contra a Covid-19.
INFLUENZA
Comparado aos três últimos anos, 2022 foi um de menor intensidade da proliferação do vírus da Influenza A. Os subtipos H1N1 e H3N3, fecharam 2022 com 107 mortes em Mato Grosso do Sul, além de mais quatro vítimas de influenza A não subtipada, que totalizaram 111 óbitos, de acordo com a Secretaria de Estado de Saúde (SES).
Ao todo foram notificados 11.965 mil casos de SRAG (Síndrome Respiratória Aguda Grave), destes, 638 deram positivo para Influenza, sendo que 635 eram da tipagem A e 3 B, com 29 de H1N1, 594 H3N2 e mais 12 sem identificação de subtipagem.
No quesito óbito, na série histórica do vírus, registrado desde 2009, o ano de 2022 aparece como o mais mortal, ultrapassando 2016 período em que se identificou 103 mortes em MS.
FLURONA

Chegou e passou, muitos não lembram da doença que afetou boa parte da população. A flurona, junção de Covid e influenza. Segundo a SES, nenhum dos contaminados no início do ano haviam se vacinado contra a Influenza.
Em dezembro, dados do último Boletim InfoGripe da Fiocruz, apontam para a desaceleração na curva de casos de síndrome respiratória aguda grave (SRAG) no país, que incluem Influenza e Flurona.
MONKEYPOX
Chegando no meio do ano, a Monkeypox teve seu primeiro caso registrado no Brasil em junho. A doença também conhecida “varíola dos macacos”, teve o surto atual com a transmissão de pessoa para pessoa, com contato próximo.
Em setembro, a varíola dos macacos, foi incluída na Lista Nacional de Notificação Compulsória de doenças, agravos e eventos de saúde pública nos serviços de saúde públicos e privados em todo o Brasil. Todos os resultados de testes diagnósticos para detecção da monkeypox feitos por laboratórios das redes pública ou privada, precisam ser notificados ao Ministério da Saúde de forma imediata em até 24 horas
No Brasil, oito mortes e 10.493 casos da doença foram confirmados.
MONKEYPOX EM MATO GROSSO DO SUL
MS confirmou 160 casos da doença, no entanto, no momento, não há registro de casos ativos no Estado.
O Boletim da Mokeypox divulgado pela Secretaria de Estado de Saúde na última semana de dezembro, revela que não há novos casos suspeitos notificados. A última notificação de caso confirmado em Mato Grosso do Sul ocorreu na segunda semana de novembro.
SARAMPO E POLIO - APELO PARA IMUNIZAÇÃO
Entre a SEMANA 1 a SEMANA 25 de 2022, foram notificados 1.637 casos suspeitos de sarampo; desses, 41 (2,5%) casos foram confirmados, sendo 40 (97,6%) por critério laboratorial.
Apesar de no Mato Grosso do Sul não ter registrado nenhum surto de Sarampo como ocorreu em São Paulo e no Amapá, o índice de cobertura vacinal foi mais baixo do que em anos anteriores e acendeu um alerta nas autoridades da saúde.
O Ministério da Saúde prorrogou a campanha multivacinação até o final de setembro, e com apenas 35% do público alvo vacinado, o Ministério Público de Mato Grosso do Sul reforçou a indicação da vacinação crianças menores de cinco anos de idade.
No cenário nacional, a cobertura da BCG foi a melhor entre todas as vacinas do calendário infantil, de acordo com a Fiocruz, Mato Grosso do Sul foi uma das 16 unidades federativas que registraram vacinação acima da meta de 90%.
No entanto, todos os estados registram cobertura abaixo da meta para os demais imunizantes do calendário básico previsto até os dois anos - com exceção do Mato Grosso do Sul, que atingiu a meta de 95% de cobertura da PCV (pneumocócica).
Além da BCG e da PCV, somente a vacina MenC registrou vacinação próxima da meta em algum estado: Mato Grosso do Sul e Distrito Federal tiveram coberturas superiores a 90% para a vacina que protege contra o tipo de meningite bacteriana mais frequente no Brasil.
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