Em 2023, o país registrou 1.079 mortes por dengue até esta quarta-feira (27), superando o mesmo período do ano passado que registrou 1.053 mortes, de acordo com dados divulgados pelo Ministério da Saúde, por meio do Sistema de Informação de Agravos de Notificação (Sinan online).

Antes desses registros, o maior número de mortes havia sido em 2015, com 986 mortes. Sobre o recorde deste ano, o Ministério da Saúde informou que houve uma capacitação de profissionais, cerca de 11,7 mil, para manejo clínico, vigilância e controle de arboviroses, que são infecções causadas por vírus transmitidos, principalmente, por mosquitos.

“O Ministério da Saúde vai investir R$ 256 milhões no fortalecimento da vigilância das arboviroses. O momento é de intensificar os esforços e as medidas de prevenção por parte de todos para reduzir a transmissão das doenças. Para evitar o agravamento dos casos, a população deve buscar o serviço de saúde mais próximo ao apresentar os primeiros sintomas”, diz a nota.

No último dia 21, a vacina contra a dengue foi incorporada no Sistema Único de Saúde (SUS). No entanto, em um primeiro momento, não será utilizada em larga escala, já que o laboratório fabricante, Takeda, afirmou que tem uma capacidade restrita de fornecimento de doses.

O foco da vacinação será em público e regiões prioritárias, com definição de estratégias de utilização das doses disponíveis prevista para ocorrer nas primeiras semanas de janeiro.