Campo Grande está entre as capitais brasileiras que registram níveis de alerta para casos de Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG), segundo o boletim InfoGripe, da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), divulgado nesta quinta-feira (9). Apesar da tendência nacional de queda, a capital sul-mato-grossense aparece entre as cidades com incidência elevada da doença, mas sem crescimento sustentado nas últimas seis semanas.

De acordo com o levantamento, 20 capitais apresentam níveis de alerta, risco ou alto risco para SRAG. Nove delas ainda registram tendência de crescimento, enquanto outras 11, incluindo Campo Grande, estão em situação de atenção, mas sem avanço contínuo dos casos.

O boletim aponta ainda que os casos graves provocados pela Influenza B seguem aumentando em estados da Região Centro-Sul. Em Mato Grosso do Sul, assim como no Ceará, Maranhão, Paraná e São Paulo, há sinais de interrupção do avanço ou início de queda da doença.

No cenário nacional, a circulação de vírus respiratórios continua elevada. Nas últimas quatro semanas epidemiológicas, entre os casos com resultado positivo, o vírus sincicial respiratório (VSR) foi responsável por 55,9% das infecções, seguido pelo rinovírus (23,3%), Influenza A (12,7%), Influenza B (8,4%) e Covid-19 (2,2%).

A Fiocruz reforça a importância da vacinação contra a influenza, principalmente para os grupos prioritários, e orienta que pessoas com sintomas respiratórios evitem contato com idosos, crianças pequenas e pessoas imunocomprometidas.