Quem andou pela cidade nesta quinta-feira (08), deve ter reparado na névoa acinzentada que esteve cobrindo o céu da Capital durante o dia. Após este dia atípico, questionamentos de "porque" e "de onde" teria surgido o clima, fizeram com que algumas "teorias" fossem criadas, como devido aos incêndios florestais na região amazônica e do Pantanal, transportados por ventos de direção noroeste sob Mato Grosso do Sul. Contudo, de acordo com meteorologista Natálio Abrahão, essas não seriam as causas da névoa. 

"Em função da baixa umidade, com média de 15% a 30% no Estado, a mais de dez dias, além de chuva em menos de dois mm, o solo está seco e com poeira, decorrente do bloqueio atmosférico que impede o avanço de frentes frias. Esses fenômenos formam essas névoas, conhecida por 'névoa seca espessa', que permanece no ar e vai se agravando com o passar dos dias. Só deve melhorar quando chover", explicou o meteorologista.

Ainda segundo o especialista, a névoa não é decorrente de queimadas e nem incêndios. "Ela não vem de nenhum lugar. Nem Amazônia, nem Pantanal. Ela se forma, se expandindo e aumentando, gradativamente, com decorrer do dia, assim como foi hoje", relatou.

Conforme o Inmet (Instituto Nacional de Metereologia), a Capital está em alerta para perigo de baixa umidade, assim como outros 58 municípios. O instituto orienta a população ingerir bastante líquido; evitar atividades físicas entre 10h e 16h, principalmente ao ar livre; evitar exposição ao sol nas horas mais quentes do dia; além e usar hidratante para pele e umidificar o ambiente.

 

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