JD1 Notícias -  Em relação a estrutura e aparelhos, está tudo pronto?

Esacheu Nascimento - Nós estamos com quase 90%  dos equipamentos já adquiridos e estão sendo instalados, a parte mobiliária praticamente toda, a não ser os balcões que são fixos, que agora serão tiradas as medidas e dimensionar corretamente onde eles serão posicionados e alguns equipamentos como raio-x, tomógrafo e outros de imagens que nós nãoa podíamos comprar antes porque perderíamos a garantia. Mas acredito que nesses 60 dias todos eles estarão funcionando e se não funcionar, as condições de acolhimento dos pacientes irão acontecer e nós vamos fazer essas imagens, raio-x e etc, no prédio principal da Santa Casa. 

JD1 Notícias -  Qual a previsão para começar a funcionar?

Esacheu Nascimento – Entre 60 e 90 dias. Nós estamos trabalhando com a data até o final de maio, porque nós dependemos de tramitar o contrato. O hospital vai ter uma despesa mensal em torno de R$ 6,2 milhões, isto está negociado, tanto aqui quanto em Brasília, mas vai chegar o momento em que nós teremos que assinar um contrato para que essas obrigações fiquem registradas, tanto por parte da Santa Casa, no aumento da oferta dos serviços, quanto eles no pagamento dos serviços. Está mais negociado no Ministério da Saúde do que na prefeitura  e no Estado, e como o ministro disse aqui, a parte do Governo Federal ele garantia, mas dependeria do Estado e do Município porque o financiamento é tripartite. E nem gosto dessa palavra financiamento, porque na verdade é o pagamento que é tripartite, mas nós fazemos o serviço, entregamos a fatura, é auditada para depois eles pagarem, é assim que funciona. E na verdade nós poderíamos dizer que é quadripartite porque o SUS paga 65% do que custa o serviço, os outros 35% é e a Santa Casa quem banca. Nós precisamos entender que temos uma participação importante, aliás a nossa participação é maior que a do Estado e dos Município na realização dos serviços de atenção à saúde para a população.

JD1 Notícias -  o objetivo é desafogar o atual setor ortopédico da Santa Casa?

Esacheu Nascimento – Sim. A ideia é nós termos na unidade do trauma o acolhimento dos pacientes que não sejam politraumatizados, porque nos politraumatizado não entra somente os médico ortopedistas, é preciso ter a intervenção de outros profissionais. Se ele tiver, por exemplo, com um trauma na cabeça entra o neurologista, se houve rompimento de veias tem que entrar  os vasculares, enfim, pode haver N possibilidades, então nesse aspecto esse paciente tem que ser atendido no prédio principal pelos recursos que o nosso centro cirúrgico oferece e também pela proximidade que nós teramos das equipe que precisarão intervir prontamente. Na unidade do trauma nós vamos levar então o paciente que tenha uma complexidade média de atendimento. E no final, todos, após cirurgias vão acabar sendo internados nas enfermarias do prédio principal.

JD1 Notícias -  Os acidentes de trânsito continuam liderando os casos nesse setor? Qual é a realidade de atendimentos hoje?

Esacheu Nascimento – Continuam liderando com mais de 50% de todo o atendimento do hospital, embora esse ano com a regulação que nós tivemos dos pacientes, com esse acordo que fizemos com o município nós atendemos muito mais pacientes de outras especialidades. Nós saltamos de 23 mil no anos de 2016 para quase 40 mil. São 39.968 cirurgias aqui dentro da Santa Casa, inclusive cirurgias complexas como transplante de rins e córneas, cirurgias de glaucoma. Então o hospital está cumprindo mais a sua finalidade de internar e de realizar cirurgias de média e alta complexidade.

JD1 Notícias -  A Santa Casa é referência em ortopedia no Estado, o hospital do trauma vai conseguir atender mais pessoas do que a Santa Casa já atende neste setor?

Esacheu Nascimento – Não existe hospital do trauma ,existe uma ala chamada  unidade de trauma . É a mesma Santa Casa que ampliou seus serviços. Na unidade do trauma nós vamos atender basicamente o mesmo número, nós não podemos criara pacientes. É essa demanda que nós temos que vai ser melhor cuidada, porque ali nós teremos médicos e enfermeiros especializados, trabalhando em um local mais próximo. Com isso vai abrir espaço no prédio principal para internações de outras especialidades. A nossa capacidade máxima, com as reformas que estamos fazendo, incluindo áreas que estavam desabilitadas, são 750 leitos.  E agora  nós iremos acrescentar mais 100 leitos de enfermarias, mais 12 de UTIs.

JD1 Notícias –  O que melhorou em sua gestão na Santa Casa?

Esacheu Nascimento – A Santa Casa tem cumprido um papel há 100 anos em favor da população de Campo Grande e mais do que antes, durante esses dois anos nós conseguimos recuperar o espaço físico que estavam degradados , os equipamentos tecnológicos que estavam degradados e com isso nós estamos atendendo melhor a população. Por isso mesmo até temos recebido criticas de que a Santa casa não saber onde colocar o dinheiro que tem recebido. Na verdade o aumento do atendimento à população aqui na Santa Casa é uma realidade e essa realidade decorre da boa gestão que é realizada e com isso, nó trabalhando, com o mesmo valor que o município nos paga desde 2014, nós conseguimos aumentar o número de pacientes atendidos. A comunidade de Campo Grande, as pessoas jurídicas , empresas, assim como pessoas físicas, os clubes de serviços como Rotary Clube e Maçonaria, associações, todo esse conjunto da comunidade está aqui dentro hoje da Santa Casa, nós integramos a rede de líderes que são 23 instituições parceiras da Santa Casa e com isso estamos vendo um prédio bonito. Uma empresa nos doou quatro toneladas e meia de tintas, nós recebemos da Fundação banco Itaú um Eco Doppler, nós recebemos do Sesi nacional um aparelho de ecografia de última geração, recebemos na maçonaria monitores para as salas cirúrgicas, recebemos da associação dos lojistas do shopping Campo Grande televisores para todas a enfermarias da pediatria. Nós temos recebido, por parte dos vereadores,  emendas, alguns deputados estaduais tem colocado emendas, ao Rotary Clube fez um trabalho junto a bancada federal e nós estamos recebendo cerca de R$ 1,2 milhão em transferência de recursos para comprar um novo tomógrafo para a Santa Casa.  Essa conjunção de apoio é decorrência do que está sendo visto aqui.