Via Terra

A saída de Carlos Miguel Aidar da presidência, se confirmada nesta terça-feira com a carta de renúncia prometida pelo dirigente, trará ao São Paulo sensações diferentes. Por um lado, alívio para uma gestão que desde o início conviveu com a insegurança. Por outro, a incerteza sobre o futuro político e a paz necessária para reconstruir a manchada imagem do clube.

Os profissionais do São Paulo, de todas as parte, nunca trabalharam da mesma forma depois que Aidar declarou que o clube poderia ser gerido por 90 pessoas e não 900, quadro de funcionários no momento em que ele assumiu.

A insegurança foi reforçada pelo presidente logo no início da gestão com demissões de pessoas ligadas a Juvenal Juvêncio, seu antecessor, e outras ao longo do tempo. Quase sempre o argumento era o mesmo: quebra de confiança.

O cenário fez com que os profissionais “sobreviventes” comemorassem quando a saída do presidente ficou iminente após o auge da crise política, semana passada.

Hoje, assim que Aidar renunciar, o cargo ficará com Carlos Augusto de Barros e Silva, o Leco, presidente do Conselho Deliberativo. Ele terá 30 dias para convocar novas eleições, num pleito para o qual era apontado como candidato único. No entanto, já há movimentos para o lançamento de uma outra candidatura.

Grupos que estavam com Aidar na diretoria se reuniram nos últimos dias e podem se unir em um novo nome, ainda indefinido. A quantidade de “partidos” políticos no clube gera preocupação daqueles que pedem a pacificação.

A missão de Leco a partir desta terça, portanto, será assegurar a paz de quem conviveu com o terror instaurado por Aidar e seus pares e trabalhar para a nova eleição não dividir ainda mais um clube que hoje se encontra aos pedaços.