A temporada 2018 da Fórmula 1 (F-1) começa com o GP da Austrália no próximo dia 25 de março. Mas antes disso, as equipes se prepararam nos testes de pré-temporada, que começaram está semana com a primeira rodada do dia 26 de fevereiro a 1º de março, e a segunda rodada de 6 e 9 de março. No entanto o que vem agitando as opiniões são as mudanças polemicas nos carros.

A temporada de 2018 começa com menos novidades que a anterior, mas são mudanças que estão longe de passar despercebidas. A principal delas é a adoção do halo, polêmica proteção de cockpit que vai mexer bastante no visual dos carros na temporada que será a mais longa da história. Mas depois de uma semana de testes os pilotos já se acostumaram com o novo aparato de proteção.

Fique por dentro das novidades de 2018 da F-1:

Carro ganha halo e perde barbatana: a mudança mais marcante de 2018 será a introdução do halo, que é um conjunto de hastes presas ao cockpit para aumentar a proteção na região da cabeça. A novidade será usada por várias categorias Federação Internacional do Automóvel (FIA) a partir deste ano e deve ser uma solução temporária até que um projeto visualmente mais atraente seja aprovado. Outra diferença nos carros será na parte traseira, com o fim das chamadas “barbatanas de tubarão”, espécie de asa que tinha voltado a ser usada em 2017.

Novas terras: com o retorno de dois clássicos europeus, a temporada será a mais longa da história, com 21 corridas. O GP da França volta depois de 10 anos, no circuito de Paul Ricard, que não era usado pela categoria desde 1990. Na Alemanha, Hockenheim será novamente parte do calendário depois de um ano de ausência. Para acomodar mais provas, será a primeira vez que a F-1 terá três corridas em finais de semanas seguidos: França dia 24 de junho, Áustria dia 1º de julho e Inglaterra dia 8 de julho. No entanto foi o fim do GP da Malásia.

Briga de gigantes: Com a conquista do quarto título por parte de Lewis Hamilton em cima do já tetra Sebastian Vettel em 2017, pela primeira vez na história a F-1 terá dois pilotos com quatro títulos mundiais em um mesmo grid. Isso, porque conquistar um tetra não é algo comum na categoria: apenas cinco chegaram lá em quase 70 anos de esporte.

Motores longa vida: Em uma mudança muito criticada especialmente por Lewis Hamilton, agora cada piloto terá direito a apenas três unidades de potência por temporada. A partir da quarta, começam a sofrer punições. Já antecipando que vários pilotos não conseguirão completar as 21 corridas (uma a mais que em 2017) com um motor a menos que ano passado, a FIA alterou o sistema de contagem das punições, eliminando penas de dezenas de lugares no grid, impossíveis de serem cumpridas com apenas 20 carros alinhados. Agora, se o piloto leva 15 posições ou mais, simplesmente vai largar do fundo do grid

A volta da Alfa Romeo: Não pode ser considerada a entrada de mais uma montadora, mas o nome Alfa Romeo retornou à F-1 depois de mais de 30 anos. A marca dará nome à Sauber, que tem extensa parceria com a Ferrari, outra marca do grupo Fiat. Em acordo similar, a Aston Martin iniciou parceria com a Red Bull, no que pode se tornar a entrada dos britânicos na categoria na próxima mudança de regulamento de motores, prevista para 2021.