A Confederação Sul-Americana de Futebol (Conmebol) decidiu na quarta-feira (26), anular a expulsão do zagueiro Dedé, do Cruzeiro, que aconteceu na partida de ida contra o Boca Juniors, na Argentina, válida pelas quartas de final da Taça Libertadores da América. Com isso, o jogador cruzeirense está apto para disputar o jogo de volta, em Belo Horizonte. 

O anúncio foi feito atreves de um comunicado oficial da Conmebol. A entidade "anula os efeitos jurídicos da expulsão" de Dedé, que "por consequência, encontra-se habilitado para disputar a partida seguinte da Copa Libertadores". 

Entenda o caso

No jogo de ida, que aconteceu dia 19 de setembro, numa quarta-feira, na Bombonera, Dedé se chocou com o com o goleiro Andrada, dentro da área. O árbitro Eber Aquino reviu o lance no Árbitro de Vídeo (VAR) e, enquanto o argentino sangrava muito e recebia atendimento médico, decidiu expulsão o zagueiro cruzeirense. Mas, foi nítido perceber que a colisão foi acidental, apesar da lesão de mandíbula sofrida pelo goleiro.

No dia seguinte, o presidente do Cruzeiro, Wagner Pires de Sá, e o supervisor administrativo, Benecy Queiroz, não voltaram para o Brasil e viajaram direto para Luque, no Paraguai. Lá, eles passaram o dia seguinte em reuniões com membros da Conmebol, dentre eles Alejandro Dominguez, presidente da entidade, antes de formalizar o pedido de anulação do cartão. Ao fim daquela quinta-feira, o departamento jurídico do clube enviou os documentos necessários e protocolou a solicitação.

Cruzeiro e Boca Juniors voltam a se enfrentar no próximo dia 4 de outubro, no estádio Mineirão, em Belo Horizonte. Com a derrota por 2 a 0, o Cruzeiro precisa pelo menos devolver o placar para levar a decisão para os pênaltis. Vale lembrar que, diferente da Copa do Brasil, o gol fora de casa é critério de desempate na Libertadores.