Os Jogos Paralímpicos do Japão tiveram início hoje (24) . Entre os 260 paratletas, sete são de Mato Grosso do Sul, e alguns deles já foram medalhistas em edições anteriores das Paralimpíadas e outras competições internacionais, o que só aumenta as expectativas para esta edição da competição. 

Yeltsin Ortega Jacques nasceu com baixa visão e chegou ao atletismo ajudando um colega cego a correr. Participou das Paralimpíadas Escolares em 2007 e não parou mais: participou dos Parapan-americanos de Toronto em 2015 e Lima, em 2019, nos quais levou o ouro em mais de uma categoria e do Mundial de 2013, na França, onde levou prata e bronze.

Nascido com baixa visão e tendo ficado cego  posteriormente, Ricardo Costa de Oliveira começou participando de corridas de rua, estreou no Mundial de Atletismo de Doha, no Catarjá chegou ao ouro no salto em distância nos Jogos Paralímpicos do Rio de Janeiro, em 2016. Iniciou no esporte com corridas de rua e depois passou para as provas de pista do atletismo, competiu em Doha, no Catar, e em Londres, na Inglaterra.

Silvânia Costa de Oliveira, que tem baixa visão por causa da Doença de Stargardt, foi ouro no salto em distância, na Paralimpíada Rio 2016. Ela também levou o ouro no Parapan-americano de Toronto e no Mundial de Doha.

Fabricio Júnior Barros, nasceu com toxoplasmose, e aos 14 anos sofreu deslocamento de retina. Em 2013 começou no atletismo e já trouxe para casa uma medalha de bronze conquistada no Mundial Dubai, em 2019; além do ouro e bronze nos Jogos Parapan-Americanos de Lima.

Já na canoagem temos Fernando Rufino, que descobriu o esporte ao perder parcialmente os movimentos das pernas. Rufino foi ouro Pan-Americano de Darthmouth, no Canadá, em 2018 em duas modalidades; bronze e prata no Mundial em Mantemor-o-Velho, em Portugal em 2018; ouro no Sul-Americano de Canoagem em 2017, na Colômbia e bronze no caiaque no Mundial de Milão, na Itália, em 2015.

Débora Raiza Ribeiro, também da canoagem, nasceu com má-formação nos membros inferiores e já conquistou o ouro tanto no caiaque, quanto na canoa em Dartmonth, no Canadá; prata na canoa no Mundial de Racice, em 2017, na República Tcheca; ouro no Sul-Americano de Canoagem 2017, na Colômbia; prata na canoa no Mundial da Alemanha em 2016 e bronze na canoa no Mundial de Milão.

Os atletas sul-mato-grossenses começaram a se destacar nos Jogos Paralímpicos de Sydney, em 2000, quando a Seleção Brasileira de Fut-7, que era formada por maioria sul-mato-grossense, deu início às conquistas paralímpicas e trouxe o bronze, sendo esta a primeira medalha na modalidade para o Brasil.

Origem dos Jogos Paralímpicos*

Em 1948, Ludwig Guttman organizou uma competição esportiva que envolvia veteranos da Segunda Guerra Mundial com lesão na medula espinhal. O evento foi realizado em Stoke Mandeville, na Inglaterra. Quatro anos mais tarde, competidores da Holanda uniram-se aos jogos e, assim, nasceu um movimento internacional. Este fez com que jogos no estilo olímpico, para atletas deficientes, fossem organizados pela primeira vez em Roma, em 1960.

Em Toronto, 16 anos depois, foram adicionados na competição outros grupos de pessoas com deficiência. A partir daí, surgiu a ideia de fundir estes diferentes atletas em um grande torneio esportivo internacional. Naquele mesmo ano, 1976, a Suécia organizou os primeiros Jogos Paralímpicos de Inverno.

Hoje, os Jogos Paralímpicos  são um evento de esporte de alto rendimento para atletas deficientes. Apesar disso, os Jogos enfatizam mais as conquistas do que as deficiências dos participantes. O movimento tem crescido de maneira significante desde os primeiros dias. Quatrocentos atletas participaram dos Jogos Paralímpicos de Verão de Roma, em 1960. Nos Jogos de Pequim, em 2008, foram 3.951 atletas, de 146 países.

 

*Informações do Gadim Brasil - Aliança Global para Inclusão das Pessoas com Deficiência na Mídia e Entretenimento