Os Auditores Fiscais Federais de Mato Grosso do Sul aderem a mobilização nacional  contra contratações temporárias.  O movimento começou a luta em julho deste ano logo após a liberação do Ministério da Agricultura e Abastecimento para contratar novos fiscais de forma emergencial. Com iss o fazendeiros reclamam de protestos e temem prejuízos. 

Conforme o auditor fiscal no Estado, Tiago Paulino Jorge, a decisão do ministério é ilegal, pois o cargo da categoria é pública, o que deve ser preenchida por concursos públicos. Coforme os dados do Ministério, em Mato Grosso do Sul existem 98 Agentes de Fiscalização e Arrecadação. 

“Defendemos que as contratações aconteçam por meio de um concurso público. O governo não pode dizer que está contratando pessoas de forma emergencial se o Brasil não está em um alerta [emergência] sanitário”, protestou Paulino.

Tiago disse que a mobilização dos agentes está sendo feita de forma escalonada, e serviços como a emissão de certificados de produtos ficam prejudicados, porém eles continuam em outra atividade das unidades frigoríficas.

O auditor não confirmou se no caso do gado enviado, o animal fica parado por muito tempo no curral de uma unidade de abate. 

“Nós fazemos nosso protesto pelo menos duas vezes por semana, mas não deixamos nossos serviços totalmente parados”, explicou.  
Paulino Jorge informou que o último concurso realizado pelo Ministério da Agricultura foi em 2014.

Porém ninguém foi chamado, os que assumiram tiveram que acionar a justiça. Jorge apontou ainda que em todo o país pelo menos 54% do efetivo já está próximo a se aposentar e o governo ainda não tomou mediadas definitivas, apenas contratações temporárias emergenciais.

Fazendeiro se diz prejudicado com mobilização

O fazendeiro, Paulo Borges, proprietário de uma fazenda em Alcinópolis – a 395 km de Campo Grande, vendeu 200 cabeças de gado para o frigorífico da JBS unidade 2 da Capital. 

O dono do rebanho disse que se sentiu prejudicado, pois seu gado chegou ao curral da empresa na segunda-feira (14) e ficou até terça-feira (15) aguardando para ser abatido.

“Quando o gado é separado aqui na fazenda para o abate, ele não pode comer nada. Porém os animais ficaram mais de dois dias em jejum o que prejudica o peso do boi”, protestou o Borges. 

Paulo Borges promete acionar a justiça contra o Ministério da Agricultura se for prejudicado pela mobilização. Na Unidade 2 da JBS, fiscais se esquivaram de confirmar se houve prejuízo aos abates e aos pecuaristas.