Internacional
Tumulto em festival religioso deixa 45 mortos e mais de 100 feridos
Várias pessoas foram pisoteadas, segundo autoridades. Evento para judeus ortodoxos reuniu cerca de 100 mil no norte do país
Um tumulto em um festival religioso em Israel deixou 45 mortos e mais de 100 feridos nesta sexta-feira (30), noite de quinta-feira no Brasil. Há crianças entre as vítimas. Cerca de 100 mil pessoas, a maioria judeus ortodoxos, participavam da celebração Lag B'Omer, o maior evento desde o controle da pandemia do coronavírus no país.
De acordo com a Folha de São Paulo, uma investigação foi aberta para apurar as causas do acidente, que ainda não estão claras.
Relatos apontam que pessoas caíram em uma arquibancada, o que causou um princípio de tumulto. Uma multidão então tentou sair por uma passagem estreita e pessoas foram pisoteadas.
"Infelizmente, encontramos crianças pequenas pisoteadas", afirmou Eli Beer, diretor de um serviço voluntário de ambulância, a uma rádio local. "Conseguimos salvar algumas delas".
O Magen David Adom, equivalente israelense à Cruz Vermelha, atendeu 150 feridos. Muitos foram levados a hospitais.
Seis pessoas estavam em estado crítico e 18, em estado grave, segundo o serviço nacional de ambulâncias.
Festival na pandemia - O Lag B'Omer é um feriado em homenagem ao rabino Simon Bar Yochai, um religioso do século II cujos restos mortais estão enterrados no Monte Meron.
O evento marca o início da retomada das grandes celebrações (religiosas ou não) em Israel, país que conseguiu controlar a Covid-19 com uma das vacinações em massa mais rápidas do mundo.
Quase todas as atividades já retornaram à normalidade pré-pandemia, e o governo israelense tirou recentemente a obrigatoriedade do uso de máscaras ao ar livre.
O festival foi cancelado no ano passado devido à pandemia. Em 2019, organizadores calcularam que 250 mil compareceram ao local.
Celebrações após a tragédia - Antes das mortes, a multidão percorria corredores e salões, dançando, cantando, rezando e acendendo velas e fogueiras. Depois do incidente, alguns religiosos voltaram ao Monte Meron para continuar a celebrar o festival judaico.