Polícia
Delegado dá dicas de como comprar produtos usados sem origem
Alberto Luiz Carneiro destaca que a primeira medida é verificar o IMEI do aparelho
Após um músico, não identificado, ser surpreendido com um aparelho de celular roubado, que teria sido comprado de um sobrinho, o delegado Alberto Luiz Carneiro fez um vídeo para alertar a população de como evitar golpes desse tipo em Campo Grande.
O delegado plantonista na Delegacia de Pronto Atendimento Comunitário (Depac) da Piratininga, explicou que só no ano de 2019, já foram registrados 1.748 casos de receptação de produtos roubados ou furtados.
Os produtos costumam ser aparelhos celulares e eletrônicos que são comprados sem que as pessoas se atentem para a origem devido a facilidade e preço geralmente mais baixo que o da loja.
Alberto Luiz destacou que uma pessoa que está com um objeto com registro de crime, poderá responder pelo crime de receptação culposa.
E quando a pessoa compra de boa fé acreditando ser um bem lícito, ou adquire sabendo se tratar de um bem proveniente de ação ilícita, responderá pelo crime de receptação dolosa. Nos dois casos apontados, o autor da receptação poderá ser preso.
Como saber a origem do aparelho telefone?
A primeira dica do delegado é fazer uma consulta da Identificação Internacional de Equipamento Móvel (IMEI) do aparelho no site da Anatel. O dono do aparelho pode ter feito algum registro de ocorrência, ou solicitado o bloqueio do aparelho.
Para descobrir os IMEIs de um aparelho de celular basta digitar o código *#06#, e ele aparecerá na tela do aparelho.
Outro cuidado simples, é desconfiar quando o preço está muito abaixo de mercado, ou é oferecido por um desconhecido em via pública.
Se existir disponibilidade a dica é ir até uma delegacia de polícia e solicitar a verificação do IMEI de um aparelho no sistema policial. Caso o furto ou roubo tenha sido comunicado por meio do registro de um boletim de ocorrência, a restrição aparecerá.
O comprador também deve exigir a nota fiscal do aparelho, mesmo que ele seja usado. Se o vendedor é o verdadeiro proprietário do objeto, certamente terá os documentos que comprovem a posse do produto.