Polícia
Vídeo: Moradores do Jardim Aeroporto corriam risco com explosivos apreendidos
Delegado alertou ainda sobre a possibilidade de assalto a bando e atentados
Um homem de 26 anos e uma mulher de 24 foram presos na quarta-feira (15) por armazenar grande quantidade de explosivos no Jardim Aerporto, em Campo Grande. A quantidade, segundo o delegado da Delegacia Especializada de Repressão ao Narcotráfico -Denar Gustavo Ferraris, é recorde.
No total foram apreendidos 131 bananas de dinamites que totalizaram 260 quilos de explosivos e dois rolos de cordel detonante dos tipos NP-5 e NP-10. Os artefatos estavam distribuídos debaixo de uma cama e dentro de um armário e locais extremamente perigosos, segundo o delegado, que oferecia risco de explosão por causa da temperatura.
De acordo com o delegado Gustavo Ferraris os explosivos foram encontrados na casa do jovem de 26 anos, que mora no Jardim Aeroporto. Ele relatou que estava guardando o explosivo a cerca de uma semana e que não iria ganhar nada. O autor ainda acrescentou que estava ajudando a cunhada, a jovem de 24 anos, que também foi presa. A mulher, por sua vez, alegou que o ex-marido, de dentro do presídio, ordenou que ela guardasse os artefatos, depois de muito tempo, como ela ia mudar, pediu para o cunhado ficar com os explosivos em casa.
O delegado disse que o dono dos explosivos já foi identificado, mas não teve a identidade revelada para não atrapalhar as investigações. Os explosivos foram roubados em dezembro de 2016, na pedreira São Luiz, em Terenos. “Já entramos em contato com o Exército para que seja feita a destruição ou a devolução para a empresa”, informou o delegado.
O delegado Gustavo Ferraris
Perigo – O delegado ressaltou o perigo que a população do Jardim Aeroporto corria com a quantidade de explosivos armazenados em local impróprio, além de possíveis crimes de assalto a bancos ou, até mesmo atentados. “Isso sem dúvidas iria fomentar crimes violentos não somente no estado, mas em todo o Brasil. Principalmente assalto a bancos, mas não está descartada a possibilidade de atentado. Ontem a hora que a equipe chegou ao imóvel e viu a quantidade de explosivos já cercou o bairro, fechou a quadra para que ninguém corresse risco. A realidade é que se explodisse o quarteirão inteiro virava um buraco” , afirmou.
A dupla presa não tem antecedente e o delegado alerta para o perigo que essas pessoas oferecem. “Toda a violência que ocorre envolvendo os explosivos, agora, recentemente, em Santa Catarina, a gente sabe da capacidade de destruição, não penas de caixas eletrônicos. Não tem como falar que são pessoas de bem e não sabiam o que estava acontecendo”, afirmou.
Os dois irão responder por posse ilegal de artefato explosivo.