O sócio de Junior Silva Bonato, de 41 anos, executado a tiros na noite de quarta-feira (7), na região do Jardim Europa, em Dourados, que fica a 228 km de Campo Grande, foi preso em flagrante na manhã desta sexta-feira (9). O homem é a principal testemunha do crime.

Segundo o Delegado do SIG Erasmo Cubas, ele passou por um interrogatório de 10 horas, na qual apresentou várias versões contraditórias e mentiu sobre o celular pertecente a ele, alegando que o autor do homicídio teria levado o aparelho, porém depois acabou confessando que o telefone estava guardado. 

O celular foi entregue quebrado para a polícia, impossibilitando a perícia, fato que gerou muita desconfiança por parte dos agentes que investigam o caso.

O suspeito era sócio de Juninho em uma transportadora de óleo vegetal estava na empresa quando a vítima foi executada com pelo menos 11 tiros de pistola calibre 9 milímetros. Ele relatou que foi rendido pelo atirador que executou Junior e que depois o criminoso ordenou que ele entrasse no banheiro e quando saiu Junior estava morto. Porém, antes disso havia apresentado versões diferentes, inclusive para policias no local do crime.

Para o delegado, o sócio não é o executor dos tiros, mas a polícia tem fortes indícios da participação dele no crime. Após cometer o homicídio, o atirador abandonou uma moto que usava e fugiu em uma SW4 que estava no pátio da empresa, porém, nesta quinta-feira (8) pela manhã o veículo foi localizado na Rua Gaspar de Alencastro, região da Vila Rosa.

A prisão do sócio é uma medida cautelar para a investigação, devido os indícios contra o suspeito serem fortes, disse o delegado ao Dourados Agora. O caso vai continuar sendo investigado para chegar a elucidação do crime. O executor dos tiros ainda está sendo procurado pela polícia.