Durante uma perseguição policial, uma a criança de 10 anos e dois adultos foram baleados por agentes da Polícia Militar na cidade de Hidrolândia, no interior do Ceará.

As vítimas estavam em um carro, que foi atingido pelos tiros disparados pelos agentes. O menino foi levado a uma unidade hospitalar com uma bala alojada no pescoço, enquanto um dos homens perdeu a visão de um dos olhos e o outro foi atingido na região da coluna e da coxa. Os três sobreviveram.

Conforme a corporação da PM, o destacamento policial foi acionado para atender uma ocorrência de disparos de armas de fogo feitas por um grupo que estava em um carro escuro.

Após buscas na região, um veículo com as mesmas características repassadas na denúncia foi localizado trafegando com os faróis desligados no Bairro Nova Hidrolândia.

Segundo a polícia, os agentes deram ordem de parada, mas o condutor não obedeceu, então teve início uma perseguição e três ocupantes do carro foram atingidos por arma de fogo. A criança e os dois homens foram socorridos para um hospital da cidade.

Além dos três feridos, no carro também estavam duas mulheres, entre elas uma gestante de gêmeos, que é irmã do garoto. As mulheres não foram atingidas.

Em vídeo gravado na unidade hospitalar, momentos depois do caso, a irmã da criança confronta os dois policiais envolvidos. Ela afirma que os policiais “estavam atirando sem motivo nenhum”, enquanto o agente responde que os ocupantes do carro estavam atirando.

O policial acusa o grupo de não ter atendido à abordagem policial, mas a irmã reafirma que não houve abordagem e que os policiais “já chegaram atirando”.

O agente também alega que fez a abordagem com a sirene ligada. A irmã, contudo, reforça que a sirene não estava ligada e não foi feita nenhuma abordagem.

Os PMs envolvidos no caso se apresentaram na Delegacia Regional de Canindé, onde a ocorrência foi registrada pela Polícia Civil. Em seguida, os policiais foram ouvidos pelo comando do Batalhão ao qual são subordinados e tiveram as armas recolhidas para envio a Perícia Forense do Ceará (Pefoce). Os agentes foram afastados das funções até a conclusão do caso.

O governador do Ceará, Camilo Santana, se pronunciou na manhã deste domingo por meio das redes sociais. "Determinei ao secretário da Segurança e ao comandante da PM rigor absoluto na investigação, bem como à secretária de Proteção Social apoio às vítimas. Foi instaurado inquérito e os policiais afastados imediatamente das ruas. Lamento profundamente o ocorrido", disse.