Dois militares foram alvos da operação da Corregedoria da Polícia Militar na manhã desta sexta-feira (8), por facilitação de entrada de drogas, celulares e outros itens impróprios no presídio de segurança Máxima de Campo Grande, sendo que um deles, sargento Medina está na profissão há mais de 18 anos.

De acordo com o advogado do sargento Medina, Gustavo Futagami, o servidor será levado ao Presídio Militar Estadual, e a defesa, a partir de hoje vai apresentar as petições cabíveis e que essa investigação é normal na carreira de um militar. “As pessoas que ocupam a função na Polícia Militar, ainda mais em funcões expostas como a do Medina, acabam sofrendo esse tipo de investigação. Ele é policial há mais de 18 anos, nunca teve nada no nome dele, e o que está  acontecendo hoje  é uma questão que a gente vai conseguir provar dentro do processo que não tem nada a ver com corrupção, ou entrada de ilícitos no presídio", defendeu.

Segundo Gustavo Futagami, o sargento ocupa o posto de guarda e escolta há um bom tempo no PME e “Se fosse para se corromper, ele teria se corrompido antes e com ofertas muito superiores, meu cliente é inocente”.

Conforme o coronel da Polícia Militar, Medina foi preso no local de trabalho no Presídio Militar Estadual (PME). Já o outro suspeito, alvo do mandado de buscas, não estava trabalhando onde tinha sido designado e pode responder por crime militar.

A investigação busca objetos e documentos para elucidar os fatos. Os suspeitos são ouvidos na Corregedoria.