O autor do feminicídio contra a própria irmã no Tiradentes, Antônio Benites, 38 anos foi preso ontem (29), por um policial militar à paisana próximo a um pontilhão da BR-163. Ele afirmou que sua intenção era se esconder no matagal.

Em depoimento na Delegacia Especializada de Atendmento à Mulher (DEAM), autor confessou o crime pela morte de Patrícia Benites, e disse que tudo começou durante uma discussão enquanto bebiam, mas não se lembra do motivo da briga. “Ele disse que a vítima avançou contra ele, então entraram em luta corporal e ele teria dado um mata-leão na sua irmã, no que ela veio a desmaiar. Depois ele percebeu que ela não apresentava sinais de vida, percebendo que teria matado, colocou o corpo no fundo do quintal e um lençol por cima”, explicou a delegada Elaine Benicasa.

Quando os familiares e irmãos chegaram na casa para visitar a vítima, Antônio confessou o crime e descobriram o corpo. Um dos sobrinhos do autor o agrediu com um soco no rosto, momento em que ele fugiu e retirou com uma tesoura, a tornozeleira eletrônica que usava por causa de uma medida instaurada após briga com o filho de 17 anos.

A delegada afirmou que Antônio também tem passagens na polícia por violência doméstica e outras passagens ainda estão sendo verificadas. Além disso,  eles aguardam exames necroscópicos para confirmar ou descartar suspeita de que Antônio tenha estuprado a irmã após matá-la.

Os dois filhos da vítima serão ouvidos na Delegacia Especializada de Proteção à Criança e ao Adolescente (Depca), e seus testemunho se juntarão aos outros no inquérito conduzido pela delegada Ana Luiza nos próximos dez dias. Até o momento, só a versão do autor foi ouvida.

A polícia classifica o assassino como frio, por confirmar e não demonstrar remorso. Ele responderá por feminicídio e ocultação de cadáver. Autor está preso preventivamente na Deam e será levado ainda hoje para o presídio.

Caso

Antônio Benites matou a irmã na madrugada de sexta-feira (27), Patrícia Benites Serviam, de 31 anos, que foi encontrada em sua residência ao lado de uma cova no fim da tarde.

O crime foi descoberto por familiares após a moça sumir. Após parentes forçarem a entrada no imóvel, o autor se desesperou e deixou o local fugindo. 

Ele havia sido libertado recentemente da prisão, com o uso de tornozeleira eletrônica pelo crime de agressão. Sua liberdade integral estava prevista para o próximo dia 15 de junho, data em que ele retiraria a tornozeleira.