Uma servidora do Distrito Federal acabou perdendo R$ 150 mil após ser iludida por um falso general do Exército dos Estados Unidos (EUA) com promessas de casamento, juras de amor e relatos tocantes de missões humanitárias. As informações são da coluna Grande Angular, do Metrópoles.

A vítima, uma funcionária pública aposentada, conheceu o golpista por meio do Facebook, que comoveu a mulher contanto sobre ser viúvo, solitário, com uma filha de 6 anos de idade cujo não via há algum tempo, já que estava em missão de paz na Síria.

A conversa então saiu do Facebook e foi para o WhatsApp, onde os dois conversavam constantemente, porém, sempre em português. Apesar desse detalhe, o suposto militar se justificava, dizendo que utilizava tradutores online para mandar as mensagens em português para a vítima.

 “Ele dizia que me amava e que iria ser o marido mais atencioso do mundo para mim. Falou que viria ao Brasil para a gente se casar e depois iríamos aos Estados Unidos criar a filha dele juntos. É tudo que uma mulher carente quer ouvir”, disse a vítima.

Depois de algum tempo de conversa, o homem começou a pedir dinheiro para a vítima sob a justificativa que enviaria uma caixa com US$ 800 mil dólares que teria recebido como pagamento pela missão realizada na Síria.

“Ele me disse que um diplomata entraria em contato por e-mail para que eu pagasse as custas alfandegárias e demais taxas para envio da caixa. Sempre me pedia R$ 1 mil, R$ 3 mil, R$ 15 mil. Toda hora inventava um motivo”, comentou a servidora.

No total, a mulher enviou cerca de R$ 150 mil ao golpista e chegou até mesmo a fazer empréstimos com bancos para arrecadar o valor.

Ela só foi perceber que se tratava de um golpe ao ser alertada por um familiar, porém, já era tarde demais. “Aí comecei a investigar os tais do golpe do amor e do golpe da caixa e eu vi que tinha vários casos e prejuízo financeiro por causa disso. Isso foi em um sábado e no mesmo dia procurei a polícia”, contou.

O caso foi registrado na 21ª Delegacia de Polícia do Distrito Federal no dia 11 de março, mas deverá ser investigado pela 12º Delegacia de Polícia.