Polícia
Espancada e queimada pelo padrasto, menina de 11 anos perde partes do corpo em MS
Ela teve a parte do braço e da perna amputados, além de perder os dedos da mão esquerda. A criança segue internada em coma na Santa Casa
As irmãs, de 11 e 5 anos, que foram brutalmente espancadas e depois tiveram mais da metade do corpo queimado em um incêndio criminoso, provado pelo ex-padrasto, em Sidrolândia, no começo de dezembro de 2023, estão passando por uma recuperação difícil.
Em uma atualização rasa sobre o estado de saúde das vítimas, foi detalhado que a mais velha perdeu partes do corpo por conta das lesões, como parte do braço e da perna amputados, além de perder os dedos da mão esquerda. Por conta da agressão sofrida antes, a menina teve perda de massa encefálica, o que agrava ainda mais seu estado de saúde. Durante o incêndio, ela teve cerca de 80% do corpo queimado.
Desde a noite de 8 de dezembro, a menina segue internada em coma na Santa Casa de Campo Grande, passando por vários procedimentos que vem garantindo a sua sobrevivência.
A irmã dela, de 5 anos, apesar de estar muito machucada devido as agressões, recebeu alta pouco depois de dar entrada no hospital. Ela está em casa, com os familiares.
Morte do autor do crime – Na manhã de hoje, a delegada titular da Delegacia Civil de Sidrolândia, Bárbara Fachetti Ribeiro, detalhou as investigações feitas até a morte do autor, Lucas Cáceres Kempener, de 24 anos, na manhã de ontem (24).
Na ocasião, equipes do Garras (Delegacia Especializada de Repressão a Roubo a Banco, Assaltos e Sequestros) haviam ido até sua residência para prende-lo, cumprindo mandados da Justiça em seu desfavor, mas foram recebidos a tiros pelo homem, que acabou sendo alvejado e morreu no hospital.
Pouco tempo depois do incêndio, Lucas chegou a ser preso em Nioaque em uma oportunidade, mas recebeu liberdade provisória da Justiça de Mato Grosso do Sul, no dia 10 de dezembro do ano passado.
Além da tentativa de homicídio das duas crianças, ele era investigado por suspeita de ter estuprado a criança de 11 anos e armazenar vídeos de pornografia infantil no celular.