Política
Para Marun recuo de Temer não é a melhor solução
Deputado federal diz que não recuaria se fosse presidente
“Tendo sido tomada a decisão de incorporar (o Ministério), eu entendo que o recuo não seria a melhor solução”, avalia o deputado federal do PMDB, Carlos Marun, sobre a decisão do presidente em exercício, Michel Temer (PMDB) de recriar o Ministério da Cultura.
Marun lembra que alertou Temer sobre o fato. “No momento que tive a oportunidade de conversar com o presidente Michel Temer, a sugestão que fiz de redução dos Ministérios mantinha a Cultura. Eu sabia que ia acontecer o que está acontecendo. Agentes que têm microfone e têm repercussão. Eu defendi que não fosse incorporado a outro. Para nós reduzirmos, como quer a população, é evidente que segmentos importantes vão ser tratados pelos mesmos ministros”, analisou.
Para Marun existir um ministério não significa que a área tenha importância. “Nós poderíamos ter o ministro da Educação e Cultura e fortalecermos as atividades da Cultura. Eu sinceramente entendo que esta não tenha sido a melhor solução, mas entendo que o Temer esteja ouvindo parte da sociedade. Eu não teria feito, mas não sou presidente”, finaliza.
O blog do Reinaldo Azevedo noticiou logo no início da manhã deste sábado (21), o recuo de Temer e cutucou a presidente afastada. “O presidente Michel Temer vai recriar o Ministério da Cultura. Vamos melhorar um pouco este texto: não se extinguiu estrutura nenhuma; não haveria corte de verbas. Muito pelo contrário: o setor está com um rombo de quase R$ 250 milhões. Temer já negociou com Henrique Meirelles, da Fazenda, a cobertura do buraco, em prováveis parcelas de cinco vezes. Sabem quando Dilma faria isso? Nunca!”.
Vazada a informação Mendoça Filho, ministro da Educação, informou - há pouco mais de uma hora – sobre a decisão de Temer recriar o Minc (ministério da Cultura). Também já deu o nome do novo ministro: Marcelo Calero. Este foi anunciado secretário nacional da Cultura na última quarta (18). Ele deve assumir na próxima terça (25).