O deputado estadual Paulo Corrêa afirmou durante a Audiência Pública, “A paralisação das obras de duplicação da BR-163 pela concessionária CCR MS Via”, realizada na Assembleia Legislativa de Mato Grosso do Sul, que houve sim melhorias após a concessionária assumir a rodovia, mas que há um problema financeiro que está impedindo o término da duplicação e causando prejuízos para usuários e para a própria empresa.

De acordo com ele, Governo Federal é quem deve apresentar uma proposta urgente para solucionar o problema e possibilitar o término da obra.

“A CCR tem um rombo. Existe uma promessa do governo que não foi cumprida. A empresa investiu R$ 1,7 milhão na estrada e tinha a garantia de que ia fazer um empréstimo ponte, que era o jeito que o BNDS bancava as concessões. Neste caso da CCR, essa era a garantia no dia em que ela assinou o contrato, mas depois mudou tudo. O BNDS disse para CCR que não tinha mais nada. Quem está sendo prejudicado? O usuário. Porque dizer que o pedágio é baratinho, é mentira. Minha proposta é aumenta o prazo dessa concessão”, disse.

Paulo Corrêa destacou ainda os resultados positivos após a CCR MS Via assumir a BR-163. “A CCR é um excelente empresa. Não podemos falar nada da operação. A estrada está limpa na lateral, temos visão e o número de acidentes com morte diminuiu 25%. Está tudo certo, mas nós queremos a duplicação. E o que nós precisamos é de uma decisão do governo federal, uma decisão forte, porque essa obra gera emprego e renda para nossos municípios. Esse problema tem solução sim e eu e estou falando em nome das dos usuários. Se tiver um projeto de lei, vamos aprovar o projeto de lei, vamos fazer uma mobilização em Mato Grosso do Sul. Assembleia está unida”, finalizou.

A CCR MS Via assumiu a administração da BR-163 em março 2014, com o compromisso de duplicar mais 800 quilômetros de estrada. Até agora somente 150 quilômetros foram duplicados e em abril de 2017 a empresa anunciou a paralisação da obra e pediu revisão do contrato, continuando a cobrança de pedágios.

Na audiência de hoje, o diretor-presidente da concessionária, engenheiro Roberto de Barros Calixto, disse que a paralisação aconteceu por diversos motivos,  e pediu a regulamentação da Lei 13.448, que possibilita o fim amigável do contrato, o que não é visto com bons olhos pelos participantes da audiência, já que se isso acontecer a CCR poderá deixar a obra, obrigando o governo a fazer uma nova licitação.