O Presidente do TRT-MS, desembargador Amaury Rodrigues Pinto Junior, teve sua indicação aprovada na Comissão de Constituição, Justiça e Cidadania (CCJ) do Senado Federal na tarde de segunda-feira (05).  Foram 19 votos favoráveis, um voto contrário e uma abstenção. O indicado segue agora para análise dos 81 senadores em Plenário. A sabatina pelos senadores da CCJ é mais uma etapa do processo rumo ao cargo de Ministro do Tribunal Superior do Trabalho. O Procurador-geral do Trabalho, Alberto Bastos Balazeiro, também passou por sabatina na mesma sessão.

Em sua fala, o desembargador fez uma retrospectiva de sua carreira, desde o início na Magistratura do Trabalho, até seu trabalho como docente universitário. "A aprovação de vossas excelências, portanto, não é apenas um ritual de passagem: representa a verificação institucional de uma escolha feita pelos demais poderes da República e sua adequação aos anseios da sociedade brasileira", disse. "Esse momento representa o ápice na minha carreira, pela escolha unânime dos ministros do TST, pela indicação do presidente da República e busco a chancela do Senado Federal", completou.

O relator da indicação de Amaury foi o senador Vanderlan Cardoso (PSD-GO) que afirmou ter procurado saber com os pares, com a classe empresarial e com sindicatos de Mato Grosso do Sul se o magistrado era uma pessoa justa. "As respostas foram totalmente positivas", afirmou.

Para a senadora Soraya Thronicke (PSL-MS) os requisitos para ocupar um cargo como o de ministro são notórios saber jurídico e reputação ilibada. "Para nós, sul-mato-grossenses, é um orgulho (...) O jurisdicionado estará bem amparado nessa esfera". A senadora concluiu lembrando, ainda, da vocação do des. Amaury para o magistério: "Precisamos muito de sabedoria, precisamos reconstruir empresas, retomar o crescimento e gerar empregos. Precisamos de um equilíbrio em nosso país, protegendo empregados e empregadores também".

A senadora Simone Tebet (MDB-MS) esclareceu que o aval principal não é o da sabatina feita no dia da reunião da CCJ. "Na realidade, o aval já foi dado muito antes pela história de vida profissional, competência, ética e trabalho". A senadora também fez referência ao número de pessoas desempregadas e subutilizadas, "a missão não é fácil num momento de pandemia e pós-pandemia".

Amaury respondeu aos questionamentos dos senadores e respondeu ao agradecimento que a senadora Simone Tebet fez sobre a escolha do nome de seu pai, senador Ramez Tebet, para o Fórum Trabalhista de Campo Grande. "A escolha foi colegiada e mais do que merecida. Foi a forma que tivemos de agradecer ao Senador Ramez Tebet por tudo que ele fez pelo Mato Grosso do Sul e pela Justiça do Trabalho", encerrou.

O nome do desembargador Amaury segue para votação no plenário do Senado e, posteriormente, para nomeação como ministro do TST pelo presidente da República.