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Política

Conselho do Direitos da Mulher repudia fala do vereador Delegado Wellington

Parlamentar é acusado de machismo por uma fala durante a última Sessão da Câmara

08 abril 2020 - 17h54Flávio Veras

O Conselho Municipal dos Direitos da Mulher emitiu nota de repúdio após uma fala considerada machista e misógina do vereador delegado Wellington durante a última Sessão Ordinária da Câmara de Campo Grande,realizada ontem (7). O colegiada afirmou que recebeu com indignação a informação de que a Mesa Diretora da Casa de Leis não teve nenhuma manifestação contrária ao ato até o momento. 

A fala aconteceu durante discussão sobre flexibilização de regras de isolamento devido à pandemia de coronavírus. O parlamentar, nas palavras dele, afirmou que "salão é importante. Imagina, a mulher sem fazer sobrancelha, cabelo, unha, não tem marido nesse mundo que vai aguentar, tem que tratar da autoestima". 

Para grupo, o vereador, ao defender seu posicionamento pelo isolamento parcial, fez referência à condição da mulher de forma pejorativa e discriminatória. "Dessa forma reafirma a desigualdade entre homens e mulheres exprimindo pensamento misógino que não condiz com a sua condição de parlamentar com formação jurídica e que tem usado a defesa dos direitos das mulheres em seu palanque eleitoral", questionou à nota.

Ainda no texto o que diz que tais manifestações contribuem para a perpetuação da objetificação da mulher, bem como para uma compreensão inadequada dos fundamentos da violência contra as mulheres e do feminicídio.

"Aproveitamos para propor que esta Casa de Leis desenvolva ações preventivas e informativas relacionadas à valorização das mulheres, que contribuam para o enfrentamento às discriminações que as atingem, bem como incentive projetos de combate a todas as formas de violência contra mulheres e meninas nesta capital", projetou. 

E finalizou o texto dizendo que, "sendo assim, este Conselho reivindica o posicionamento dessa presidência e sua mesa diretora, bem como, a retratação e pedido de desculpas para com as mulheres pelo indicado vereador na tribuna do parlamento, garantindo a mesma divulgação utilizada para seu pronunciamento anterior".

Outro lado

Também em nota à imprensa, o vereador Delegado Wellington explicou que reafirma compromisso dele na luta pelos direitos da mulher e no combate ao feminicídio e à violência doméstica. 

"Durante a sessão, defendi a reabertura do comércio em Campo Grande dentro de um novo contexto, para evitar a proliferação da Covid-19, no qual falei que todos o serviços são essenciais dependendo de um ponto de vista, citando a igreja, para os que procuram refúgio, além de salões de beleza. Neste ponto minha fala foi interpretada como machismo, ao invés de somente exaltar a mulher, as profissionais da área estética e a importância da autoestima feminina" explicou o vereador.

Acompanhe à nota na íntegra

Em razão de matérias vinculadas na imprensa, eu, vereador Delegado Wellington (PSDB), venho a público reafirmar nosso compromisso na luta pelos direitos da mulher e no combate ao feminicídio e à violência doméstica.

Durante sessão ordinária realizada na terça-feira (7), defendi a reabertura do comércio em Campo Grande dentro de um novo contexto, para evitar a proliferação do COVID-19, no qual falei que todos o serviços são essenciais dependendo de um ponto de vista, citando a igreja, para os que procuram refúgio, além de salões de beleza. Neste ponto minha fala foi interpretada como machismo, ao invés de somente exaltar a mulher, as profissionais da área estética e a importância da autoestima feminina.

Em três anos de mandato apresentei mais de 20 projetos de leis de proteção e protagonismo da mulher. Não sou machista. O contexto era como poderíamos rever e repensar a questão do que é ou não serviços essenciais, já que sou cobrado diariamente por diversos segmentos, inclusive de salões de beleza e igrejas sobre a questão econômica.  Todos precisam trabalhar, gerar rendas e viver diante do atual cenário de pandemia.

Reforço nossa luta tanto como Delegado de Polícia quanto vereador na luta pelos direitos da mulher e lamento a impressão equivocada de nosso trabalho junto a sociedade campo-grandense. Destaco ainda que pedirei na próxima sessão a retirada da ata da fala em questão.

 

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