Com a mesma estrutura da variante Delta já conhecida, a Delta Plus apresenta uma mutação extra, chamada K417N. Segundo o pesquisador José Eduardo Levi, da Universidade de São Paulo (USP), a mutação está relacionada a possíveis vantagens do vírus para driblar as defesas do organismo humano.

Segundo um estudo publicado no periódico científico Journal of Autoimmunity, a variante Delta Plus mostrou um número significativo de mutações de alta prevalência (cerca de 20% maior do que a variante Delta). Três mutações na proteína Spike (K417N, V70F e W258L) estavam presentes exclusivamente na variante Delta Plus, segundo o estudo.

Registros de contágio pela Delta Plus já somaram 400 casos ocorridos em pelo menos 30 países, entre os quais Reino Unido, Estados Unidos, Portugal, Índia, Nepal, China e recentemente também na Coreia do Sul. Os dados indicam que esses casos são predominantes entre os mais jovens, o que pode ser resultado de taxas de vacinação mais baixas nesse grupo na maioria dos países.

Por meio de análises estruturais, os pesquisadores identificaram que essas mutações são capazes de enfraquecer as interações com anticorpos, reduzindo a resposta imunológica.

Originalmente, a Delta Plus recebeu o nome de “variante de Nepal” porque ela foi identificada em maior número nesse país. Ela recebeu a mesma denominação grega da Delta porque são geneticamente semelhantes.