Nesta sexta-feira (1º), A Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) divulgou, em novo boletim a recomendação para a adoção do passaporte da vacina para todo o Brasil. Segundo a fundação o documento deve ser uma estratégia para estimular a vacinação contra a covid-19.

No geral o passaporte funciona como um comprovante individual, de que a pessoa está imunizada contra a doença. A norma é para controlar o acesso da população a locais fechados, sejam eles públicos ou privados.

De acordo com a CNN, os estudiosos da Fiocruz entendem que, o emprego do passaporte em todo o território nacional evitaria a judicialização do tema. Assim, seria possível criar um cenário de maior estabilidade frente à iniciativa.

Os pesquisadores do Observatório Covid-19 da Fiocruz, responsáveis pela elaboração do boletim, alegam que o desenvolvimento dessas diretrizes a nível nacional faz parte dos pilares de universalidade e integralidade do Sistema Único de Saúde (SUS).

Presidente da República – 

Para o presidente Jair Bolsonaro, as pessoas devem ter o direito de escolha, ele afirma que o país já está saindo da pandemia, então tal medida não é necessária. Em entrevista Bolsonaro reforça que imunização contra a Covid-19 não deve ser obrigatória.

Governo de Mato Grosso do Sul – 

Em Mato Grosso do Sul, o passaporte da vacina não será adotado, a decisão foi do Comitê do Prosseguir  (Programa de Saúde e Segurança na Economia), que é formado pelas pastas de Saúde, Gestão Estratégica, Desenvolvimento Econômico, Segurança Pública, Administração e Fazenda, além de Procuradoria, Controladoria e Consultoria Legislativa.

De acordo com o governador Reinaldo Azambuja o estado seguirá com ações de busca ativa dos não vacinados sequer com a primeira dose e dos que precisam se vacinar com a 2ª dose.

Mato Grosso do Sul aplicou até o momento 3.721.442 doses, sendo 1.915.940 com a primeira dose, 1.396.081 com a segunda dose e 234.973 com dose única. Mato Grosso do Sul aplicou 158.939 doses de reforço, representando 36,76% do público alvo.