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Economia

Endividamento das famílias atinge recorde histórico em dezembro de 2025

O índice chegou a 78,9%, o maior já registrado para o mês, segundo pesquisa da CNC

13 janeiro 2026 - 12h36Sarah Chaves

O endividamento das famílias brasileiras atingiu 78,9% em dezembro de 2025, o maior patamar já registrado para o mês desde o início da série histórica da Pesquisa de Endividamento e Inadimplência do Consumidor (Peic). Os dados foram divulgados nesta terça-feira (13) pela Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo e mostram alta de 2,3 pontos percentuais em relação a dezembro de 2024.

Na comparação anual, a inadimplência também avançou e alcançou 29,4% das famílias, índice 0,1 ponto percentual acima do registrado no mesmo período do ano anterior. Já no recorte mensal, houve leve melhora. Após o pico histórico de 79,5% em outubro, o percentual de endividados recuou em dezembro, assim como o volume de contas em atraso, que ficou no menor nível desde abril.

Apesar da redução nos últimos meses do ano, o balanço de 2025 indica maior pressão financeira sobre os consumidores. Segundo a CNC, o avanço do endividamento acompanha a alta da taxa de juros e reforça a necessidade de um ambiente econômico mais favorável para 2026.

A melhora no fim do ano é atribuída a maior planejamento das famílias e ao aquecimento do comércio com as festas, além do recebimento do 13º salário. Ainda assim, o mercado de crédito ficou mais restritivo em 2025, com prazos menores para pagamento. Em dezembro, o prazo médio das dívidas foi de 7,1 meses, abaixo dos 7,4 meses registrados um ano antes.

O levantamento da Pesquisa de Endividamento e Inadimplência do Consumidor mostra que o cartão de crédito segue como principal forma de endividamento, presente em 85,1% das famílias endividadas. Por outro lado, caiu para 12,6% o percentual de consumidores que afirmam não ter condições de pagar suas dívidas.

Para os próximos meses, a expectativa é de continuidade na queda do endividamento e da inadimplência no início de 2026, cenário que, segundo a CNC, depende principalmente de uma redução gradual da taxa Selic pelo Banco Central.

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