Menu
Menu
Busca sexta, 30 de janeiro de 2026
Economia

Presidente do BNDES defende reforma tributária modular e gradual

O modelo excluiria a maior parte das cadeias produtivas

05 junho 2018 - 07h01Agência Brasil

O presidente do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), Dyogo Oliveira, defendeu nesta segunda-feira (4), um modelo de reforma tributária que exclua a maior parte das cadeias produtivas e concentre a arrecadação sobre setores e produtos específicos, de forma simplificada.

“Se nós tivéssemos uma tributação de, mais ou menos, 6% no varejo geral, e aproximadamente 15% em alguns produtos, nós teríamos exatamente a mesma arrecadação de hoje mesmo com essa confusão nos tributos sobre o consumo. Seriam alíquotas reduzidas, simples de arrecadar. A grande simplificação seria porque 80% das operações seriam isentas, em que não há o que recolher, e a tributação concentrada naqueles setores onde é fácil fiscalizar simplesmente porque é possível observar a vida do contribuinte”, aponta Oliveira, que foi ministro do Planejamento até março deste ano.

Ele participou, em Brasília, do lançamento de um livro sobre o tema, do qual é um dos autores, organizado pelo Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea), e pela Ordem dos Advogados do Brasil no Distrito Federal (OAB/DF). Dyogo Oliveira defendeu uma reforma tributária “modular e gradual” e que tem que ser feita em momentos diferentes por cada um dos entes federativos: municípios, estados e União, para não gerar uma mudança nos preços relativos da economia, com fortes impactos inflacionários. “Se você tentar uma reforma tributária da noite para o dia mexendo em todo o sistema tributário, você vai gerar o caos e não vai tirar grandes benefícios disso”, advertiu.

Para o economista, no entanto, o objetivo final de uma reforma no sistema de impostos tem que estar claro e não pode ser o de reduzir a carga tributária porque o problema está no gasto e não na arrecadação. “Qual é o objetivo final? Não é reduzir a carga tributária, porque o tamanho da carga não está dada pelo desejo do agente público, mas pelo tamanho da despesa. Não tinha que ter 'impostômetro', tinha que ter o 'gastômetro'. Não é por outro motivo que nós propomos o teto do gastos”, afirmou. O presidente do BNDES ressaltou que uma mudança na forma de taxar impostos no país “jamais será neutra” porque vai gerar uma redistribuição da carga tributária. “E é exatamente por isso que ela não avançou”, argumentou.

Previdência

Ao fazer um balanço da situação econômica do país ao longo das últimas décadas, Dyogo Oliveira explicou que o Brasil conseguiu superar alguns dos problemas históricos, como a estabilização monetária do Plano Real e a redução da vulnerabilidade externa do país, por meio da constituição de reservas internacionais, mas a restrição fiscal ainda permanece como entrave para o desenvolvimento.

“Do tamanho do nosso problema fiscal, 60% é a Previdência. A média das despesas dos países da Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE), com previdência é 20%”, exemplificou. Uma vez que você gasta 60% com previdência, sobra apenas R$ 2 bilhões para a construção de rodovias, R$ 4 bilhões para manutenção de estradas e R$ 1,5 bilhão para ferrovias. Isso tem efeitos importantes”, disse.

Para Oliveira, a reforma da Previdência é um passo que antecede a discussão do sistema tributário. “Passou a questão da Previdência, isso vai gerar uma sensação de bem-estar enorme, porque as expectativas econômicas vão se inverter rapidamente. Isso vai gerar o espaço político necessário para que o governo encaminhe uma reforma tributária. (…) É o último passo antes que adentremos a agenda de produtividade”, disse.

O presidente do BNDES ainda criticou o clima de pessimismo do país e projetou um momento de avanço econômico para o Brasil. “Parece que tá tudo muito ruim quando a gente abre o Whatsapp, denúncia pra todo lado, mas estamos exatamente às margens de um grandioso ciclo de crescimento econômico”, avaliou.

Reportar Erro
Funlec - Matriculas

Deixe seu Comentário

Leia Também

Lote da Receita Federal será pago
Economia
Receita Federal paga lote da malha fina de janeiro
Bolsa Família ajudará beneficiários neste mês de janeiro
Economia
Caixa encerra Bolsa Família de janeiro pagando beneficiários do NIS final 0
carteira clt
Economia
Brasil cria 1,279 milhão de postos de trabalho em 2025, aponta Caged
Comércio em Campo Grande
Economia
Metade dos temporários deve ser efetivada no comércio da Capital
Imóveis em cidade do Brasil
Economia
Receita desmente novo imposto para todos os aluguéis por temporada
Cartão do Bolsa Família
Economia
Caixa paga Bolsa Família para beneficiários de NIS final 9 nesta quinta
Cartão do Bolsa Família
Economia
Caixa paga parcela do Bolsa Família para beneficiários de NIS final 8 nesta quarta
Festividades do Carnaval
Economia
Carnaval de 2026 deve movimentar R$ 25,2 milhões na Capital, aponta estudo
Energia puxou redução da inflação
Economia
Prévia da inflação oficial de janeiro perde força e fica em 0,20%
Aplicativo do Meu INSS
Economia
Governo prorroga até março prazo para pedido de ressarcimento do INSS

Mais Lidas

Confronto aconteceu no bairro Jardim Cerejeiras
Polícia
AGORA: Dois suspeitos de roubos morrem em confronto com o Choque em Campo Grande
Carro desviou de buraco e atingiu o motociclista
Trânsito
AGORA: Motorista desvia de buraco, atinge moto e mata motociclista no Jardim Seminário
Foto: Ilustrativa / MrDm / Freepik
Comportamento
Pesquisa aponta que mulheres preferem homens com pênis maiores
Polícia Militar atendeu a ocorrência
Polícia
AGORA: Homem é morto com tiro na cabeça no Jardim Centro Oeste