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Economia

Reajuste de energia terá impacto de R$ 24,7 milhões para indústria

09 abril 2016 - 17h21

O reajuste de 6,75% da tarifa de energia elétrica dos consumidores industriais sul-mato-grossenses atendidas pela Energisa trará um impacto de R$ 24,7 milhões sobre o setor neste ano, conforme levantamento feito pelo Radar Industrial da Fiems com base nos dados da Aneel (Agência Nacional de Energia Elétrica) apresentados pela Abradee (Associação Brasileira de Distribuidores de Energia Elétrica). O índice de aumento faz parte do reajuste tarifário anual autorizado na última terça-feira (5) pela Aneel e que começou a valer já na sexta-feira (8).

Na avaliação do presidente da Fiems, Sérgio Longen, o reajuste na tarifa de energia elétrica é mais um duro golpe sobre o setor industrial. “Já estamos sofrendo com aumentos de tarifas e de impostos quase que constantes, seja por parte da União, do Estado ou dos municípios. Está ficando cada vez mais difícil produzir neste País”, reclamou.

Ele reforça que, com certeza, essa elevação da tarifa de energia elétrica será repassada para o preço final dos produtos industrializados e os consumidores, que já enfrentam dificuldades para comprar, agora terão mais um agravante. “Fica até difícil avaliar a atual situação porque acabamos de sair da cobrança da tarifa vermelha e já no mesmo mês vem o reajuste tarifário anual sobre a conta de energia. Para mim, esse aumento é um disfarce porque o Governo Federal não tem capacidade para fazer uma gestão competente em todos os sentidos, ainda mais no setor elétrico, que ele desmantelou, como fez com a Petrobras e com outras estatais brasileiras”, analisou.

Detalhamento

De acordo com o coordenador da Unidade de Economia, Estudos e Pesquisas da Fiems, Ezequiel Resende, para se chegar ao montante de R$ 24,7 milhões, o levantamento levou em consideração que o preço médio do mWh (Megawatt-hora) para o setor industrial do Estado em 2016 será de R$ 459,40 com o reajuste de 6,75%. “Com o consumo industrial cativo estimado para 2016 em 702.740 mWh, o valor será de R$ 322.838.756,00, ou seja, uma diferença de R$ 24.799.002,80 para mais na comparação com os R$ 298.039.753,20 apurados no ano passado”, detalhou.

Ezequiel Resende acrescenta que, considerando as informações apresentados pela Semade (Secretaria Estadual de Meio Ambiente e Desenvolvimento Econômico), por meio do Perfil Estatístico de MS 2015, o Estado conta com 8.768 consumidores cativos na classe industrial, que consumiram em 2014 o equivalente a 692.552 mWh. “Dados da Aneel apontam que a tarifa média para o setor industrial cativo em Mato Grosso do Sul atendido pela Energisa em 2015 era de R$ 430,35 por mWh. Estima-se ainda que, em 2015, o consumo tenha permanecido no mesmo nível do ano anterior e que em 2016 apresente até 1,5% de crescimento”, pontuou.

No ano passado, o preço médio do mWh da classe industrial do Estado foi de R$ 430,35 e o consumo chegou a 692.552 mWh, totalizando como valor gasto pelos consumidores industriais cativos R$ 298.039.753,20. O coordenador da Unidade de Economia, Estudos e Pesquisas da Fiems explica que o levantamento não leva em consideração os 27 consumidores industriais que não estão sujeitos ao reajuste da concessionária porque compram energia diretamente no mercado livre. “Esse grupo deve ser responsável por um consumo equivalente a 553.130 mWh ao longo deste ano, o que representa 44% de todo o consumo industrial de energia elétrica em Mato Grosso do Sul”, finalizou.

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