Logo após o início do julgamento no tribunal do Júri na Capital que tem como réus o empresário Jamil Name Filho, o "Jamilzinho", o ex-guarda civil Marcelo Rios, e o policial Vladenilson Olmedo, a defesa pediu nesta segunda-feira (17), a anulação do Júri.
Após um veículo de comunicação transmitir ao vivo o depoimento da testemunha de acusação do caso, delegada Daniela Garcia, o advogado de Jamil Name, Nefi Cordeiro pediu a questão de ordem pela nulidade do júri e impugnação, alegando que a transmissão ao vivo compromete a lisura do julgamento e quebra a necessidade de incomunicabilidade das testemunhas arroladasno caso da morte de Matheus Coutinho Xavier, de 20 anos.
No entanto, pedido foi negado pelo juiz Aluízio Pereira dos Santos, da 2ª Vara do Tribunal do Júri, que defendeu maior publicidade do caso. “Essa questão, artigo que trata, tem de ser visto como questão relativa. Eu não teria como trazer todas as testemunhas para esse plenário para ficarem isoladas aqui por vários dias. Não há como hoje adotar tanto rigor com o Código do Processo Penal (CPP)" , no entanto magistrado ressaltou que não autoriza a transmissão. "Aqui neste momento essa preservação está sendo feita”.
O promotor de Justiça Moisés Casarotto do Ministério Público, afirmou que a testemunha que será ouvida depois do delegado Tiago Macedo, não teve acesso a transmissão ao vivo e nenhuma das outras testemunhas previstas para hoje tiveram. O promotor Douglas Oldegardo Cavalheiro dos Santos ainda enfatizou que todo o julgamento referente ao caso da Boate Kiss, foi transmitido e nem por isso houve nulidade.
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