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Justiça

MPMS investiga hospital de câncer por carência de especialistas em cabeça e pescoço

Hospital de Câncer Alfredo Abrão segue na 'mira' da promotora Daniella Costa da Silva, que conduz a investigação

01 março 2024 - 10h20Vinícius Santos

O Hospital de Câncer Alfredo Abrão, localizado em Campo Grande, está sob os olhares atentos do Ministério Público do Estado de Mato Grosso do Sul (MPMS). Uma investigação por meio de inquérito civil foi iniciada para apurar a possível falta de médicos especialistas em cabeça e pescoço na instituição, o que pode acarretar na limitação do atendimento a pacientes oncológicos.

Segundo informações que chegaram ao MPMS, o hospital dispõe apenas de um único especialista nessa área, resultando em apenas um atendimento por semana devido à alta demanda.

Em resposta às indagações do MPMS, o hospital teria destacado a importância de a Secretaria Municipal de Saúde (SESAU) revisar a distribuição de serviços entre os hospitais conveniados, incluindo a Rede Pública que oferece a mesma especialidade.

A investigação está em andamento na 32.ª Promotoria de Justiça da Saúde, sendo a promotora Daniella Costa da Silva responsável pelos encaminhamentos e ações relacionadas ao caso.

Outro lado - A equipe de reportagem buscou obter posicionamentos tanto do Hospital de Câncer Alfredo Abrão quanto da Secretaria Municipal de Saúde (SESAU) sobre as medidas que estão sendo tomadas para resolver a suposta carência de especialistas.

Em nota enviada ao JD1 Notícias, o hospital contestou as alegações, afirmando que o Serviço de Cabeça e Pescoço está em pleno funcionamento; confira a nota na íntegra:
"Informamos que não procede a informação repassada ao JD1 sobre denúncia ou falta de médicos do serviço de cabeça e pescoço no HCAA. O HCAA, assim como os gestores plenos da saúde pública e outras unidades hospitalares convenidadas ao SUS, são monitoradas e sempre prestam informações ao MPMS. Sobre os pacientes oncológicos do Serviço de Cabeça e Pescoço o HCAA tem prestado todas as informações requeridas pelo MPMS, cujas indagações têm sido feitas não somente a nossa unidade hospitalar referenciada, mas também aos gestores públicos da saúde.

 

O Hospital de Câncer de Campo Grande MS-Alfredo Abrão informa que o Serviço de Cabeça e Pescoço da instituição está em pleno funcionamento, atuando com 4 ambulatórios semanais para consultas médicas, atendendo em média 176 pacientes/mês, contando com 2 cirurgiões de cabeça e pescoço e todo o apoio e trabalho da equipe multiprofissional (fonoaudiologia, nutrição, psicologia, odontologia, enfermagem, assistente social etc) e do serviço de imagens realizando exames necessários (tomografias, ultrassonografias, biopsias, endoscopias etc).

A instituição aumentou em mais de 90% os atendimentos, praticamente dobrando a capacidade do serviço cabeça e pescoço na modalidade oncológica por meio do SUS. Também está prevista a contratação de mais um profissional para o serviço, previsto para o mês que vem. 

Ressaltamos que o HCAA atualmente é o único hospital filatrópico privado a atender o serviço de cabeça e pescoço oncológico no Estado do Mato Grosso do Sul e temos nos esforçado para atender a toda a demanda oncológica, mas não possuímos condições de absorver a demanda que não seja oncológica do Estado. 

Reiteramos que há uma demanda no Estado no segmento cabeça e pescoço além da oncologia, pacientes SUS estes NÃO ONCOLÓGICOS que devem ser encaminhados para outras unidades hospitalares públicas. Alguns pacientes deste segmento têm sido nos encaminhados sem diagnóstico oncológico pelo Sistema de Regulação (SisReg), da Secretaria Municipal de Saúde, o gestor pleno da saúde dos cidadãos (SESAU), para o HCAA, o que tem causado uma fila de espera. 

É importante que os gestores públicos da saúde fortaleçam a Rede de Atenção Básica de forma a permitir que sejam encaminhadas para o HCAA apenas os pacientes oncológicos. Assim, conseguiremos atender com mais celeridade e qualidade os pacientes."

Até o momento, a Secretaria Municipal de Saúde (SASAU) não se pronunciou sobre o assunto.


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