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Entrevista

Ao vivo: JD1 entrevista ex-ministro da Saúde, Mandetta

09 junho 2020 - 17h30Da redação

O ex-ministro da Saúde, Luiz Henrique Mandetta, é o entrevistado do JD1 Notícias nesta terça-feira (9), que abordará pautas como pandemia e eleições, abrindo a entrevista para as perguntas dos leitores que serão respondidas em tempo real pelo ex-ministro.

Luiz Henrique Mandetta, foi ministro da Saude até dia 16 de abril de 2020, quando saiu da pasta, após divergências com o presidente quanto à política de isolamento social.

Assista a entrevista na íntegra:

“O vírus está escrevendo a sua história natural. As doenças infecciosas elas são estudadas com o tempo que nós convivemos com ela, a poliomielite, existe desde o antigo Egito. Nós vamos conduzindo conforme saem os remédios. O vírus é muito competente, todo dia, saem diversos de testudos que não podemos acompanhar todos. Em relação a OMS, ela funciona como precede a medicina, pois 2 + 2 não são quatro. Nossa especialidade não é exata, por isso que todos os estudos são importantes. Portanto, nós não devemos nos embasar em tudo que é publicado, muito menos recachar tudo sem ao menos um argumento valido.” 

“Em relação aos remédios, já surgiram vários, mas torço que um deles nos de um norte. O que não podemos deixar de seguir a pesquisa cientifica. Até mesmo a Lancet, que é uma publicação respeitável, acabou voltando atrás de um estudo feito. O que não podemos é negar e rechaçar tudo o que está aí, devemos buscar o equilíbrio.” 

Sobre o quanto durará a pandemia, o ex-ministro argumentou que desde o início o prognóstico era cinco meses e não mudou. “Acredito que iremos até o fim de agosto com esse aumento no número de casos, posteriormente, a curva irá começar cair.” 

Mandetta falou também em relação ao pico que ainda não chegou. “Nós queríamos fazer o isolamento para ganhar tempo para que pudéssemos retomar uma indústria brasileira apar produzir os insumos e equipamentos. No início, quando começou, o mundo todo foi atrás dos equipamentos, esse fator atrapalhou e muito o país, porém hoje nós já conseguimos fabricar os respiradores para que não falte aos estados.”

Sobre Mato Grosso do Sul, com destaque a Campo Grande, foi fundamental aquele isolamento logo no início. “Com essa medida, o estado pode se preparar o número de leitos, porém deve-se observar o nível de infecções. Portanto, hoje a capital existe uma abertura, mas isso deve ser avaliado constantemente, para que possa voltar atrás e tomar medidas mais restritivas. Essa doença ela como vento, começa com um ou outro caso, derrepente, vem uma tempestade, dessa maneira pode ser tarde.”

Sobre os dados, o ministro falou que não se pode ter cada dia um horário apenas para prejudicar a imprensa. “Não existe mais nos tempos atuais essa de se querer calar a imprensa. Quando era pequenos em Campo Grande dizíamos, cala boca já morreu, quem manda em minha boca sou eu. Portanto, os dados devem ser claros, pois o Brasil é signatário de vários tratados internacionais e vários deles cobram a transparência. Nossa própria constituição prevê isso. O brasil precisa dessa transparência, pois somos um dos países mais respeitados internacionalmente quando se fala em pesquisa endêmica. Deve ter sido um momento de loucura, pois não entende que nosso sistema de saúde é tripartite, União, estado e municípios, o Ministério da Saúde é apenas uma das pontas desse complexo. Caso o Governo queira maquiar os números, as secretarias estaduais irão mostrar os dados corretos.”

E complementou dizendo que, “no meio de uma pandemia você parar de publicar os números, sem dizer os motivos para isso, deixa agora a dúvida se eles estão corretos. O Supremo Tribunal Federal (STF) ter que intervir e falar para o ministro que deve mostrar esses números, o órgão acaba perdendo a credibilidade, pois qualquer número agora apresentado por ele fica dúbio em suspensão”. 

Prognóstico

Sobre a abertura do comércio, o ex-ministro reiterou novamente que cada cidade deve ver como vai lidar com a expansão da doença. “A curva epidêmica está claramente se encaminhado ao Mato Grosso do Sul, e nas cidades do interior do Brasil. Portanto, precisa ter o máximo de medição diária. Se estão permitindo toda a mobilidade no estado, deve ser porque estão acompanhando diariamente esse volume de casos e devem estar muito atentos a sua capacidade de atendimento. A última vez que conversei com os secretários, eles estavam muito tranquilos em relação a capacidade de leitos assistenciais. Portanto, vamos torcer que esteja tudo sobre controle em nosso Mato Grosso do Sul.”

"Quando se fala sobre doenças respiratórias no nosso estado e na capital. O Período mais crítico, sempre é quando a umidade relativa do ar cai em níveis mais baixos, nos meses de julho a  agosto, as mucosas racham, e nós temos que ficar mais atentos ao níveis de infecção. Porém nós tivemos muitas vantagens, não somos um estado com grande fluxo de pessoas. Nossas cidades não aglutinam os moradores, como Rio e São Paulo. Campo Grande, por exemplo, é uma cidade espalhada, diferente da capital carioca, que tem uma montanha de um lado e do outro. Outro ponto, a faixa da nossa população é mais jovem, o Centro Oeste tem essa cacaterística, assim também como o Norte."

"O que não podemos admitir, enquanto sociedade, é morte por desassistência. Se os gestores perceberem que o sistema não irá aguentar, é obrigação que seja recomendado o isolamento social, pois o impacto na economia de quem não faz, é muito mais negativo. Esses casos vimos acontecer em Manaus, no Maranhão. Então Mato Grosso do Sul, vigilância, cuidado, não é porque a doença chegou com menos força, não quer dizer que ela não exista.”

 

 

 

 

PMCG Refis

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