“Ser otimista” já se tornou um clichê tão popular na área motivacional, que muitos acabaram criando até uma certa rejeição ao ouvir essa palavra. Mas se sairmos um pouco do campo da autoajuda, e mergulharmos na versão trazida pela Ciência, como os estudos na área de Psicologia explicam o Otimismo?

O otimismo certamente é uma forma de pensar que requer mais esforço do que o pessimismo, até mesmo do ponto de vista biológico. O grande diferencial, porém, do otimismo que fica apenas no mundo da imaginação e da expectativa, e daquele que realmente funciona e traz resultados concretos, está no comportamento gerado por ele. O otimismo ineficaz é aquele onde a pessoa adota uma postura passiva, isto é, onde se utiliza apenas o “pensamento positivo”, porém a pessoa não age, não faz nada para aquilo acontecer, não se mobiliza, nem se esforça para tornar aquele pensamento uma realidade. É preciso entender que somente “pensar positivo”, e ficar parado esperando as coisas acontecerem, não resolve, nem muda a situação, além de levar a pessoa a desacreditar novamente.

Ser pessimista é muito mais fácil do que ser otimista. O pessimista simplesmente não se esforça em mudar, e ainda desanima ao seu redor, tentando convencer de que algo não vai dar certo. Além de não ter iniciativa para agir, o pessimista fica a espera de que “alguém” faça algo para mudar, enquanto ele fica mergulhado no mundo da inércia, da reclamação, e do mau-humor. O pessimismo usa as mais diversas desculpas possíveis para não tentar, para não se arriscar, ou simplesmente, para não sofrer. São pessoas que não sabem lidar com a dor, com a dor emocional do fracasso, buscando somente o “sucesso garantido”, sem risco, sem frustrações. Já o otimista realista, não se importa somente com o resultado final, mas valoriza também todo o caminho da jornada, incluindo os erros, os aprendizados, os fracassos, os acertos, e é claro, as conquistas, sejam elas do tamanho que forem, pequenas ou grandes.

Os otimistas se concentram no que querem e esperam que as coisas boas aconteçam, enquanto os pessimistas se concentram exatamente no contrário, naquilo que “não querem”, e por isso, não conseguem ter a motivação suficiente para agir. Estudos já mostraram também os efeitos do otimismo sobre o corpo, reduzindo o estresse e o nível de ansiedade, que consequentemente, irão refletir na qualidade da alimentação e dos cuidados com a saúde em geral. Comportamentos saudáveis como dietas ou atividades físicas constantes, requerem um certo nível de persistência e esperança, que só os otimistas conseguem manter a longo prazo.

E por fim, do ponto de vista social, o otimista consegue manter uma qualidade melhor de relacionamentos, pois age de modo mais proativo, possui mais entusiasmo e energia, e obviamente, possui um bom-humor que contagia quem está a sua volta. Uma pessoa otimista possui um espírito de liderança forte dentro de si, que a impulsiona a agir, independente da opinião alheia. E é esse impulso gerado internamente, por meio de comportamentos e ações, e por meio de muito esforço, que leva pessoas a transformarem fantasia em realidade, ao invés de se darem o luxo de ficar esperando que o Universo conspire a seu favor.

Sálua Omais é Psicóloga e Palestrante, com Mestrado em Psicologia da Saúde e Saúde Mental, Master Coach e Master Trainer em Psicologia Positiva, Neurossemântica e PNL. É titular do site www.psicotrainer.com.br onde escreve artigos diversos sobre Psicologia Positiva, Coaching e Inteligência Emocional.