"Pelo que falaram para nós, a chance de sobreviver é muito pouca". Essa foi a fala de uma amiga da mulher, de 42 anos, atingida com um tiro na cabeça disparado pelo seu marido, de 44 anos, durante a sexta-feira (14). Ela recebeu, da equipe médica, o prognóstico inicial do estado de saúde antes da vítima ser transferida para a Santa Casa de Campo Grande em razão da gravidade do ferimento.

A vítima foi deixada no CRS (Centro Regional de Saúde) Coophavila pelo próprio suspeito, que disse que voltaria para sua residência sob a justificativa de pegar alguns documentos que esqueceu, mas acabou não voltando.

Devido à complexidade do ferimento, já que o tiro atingiu a testa, a vítima precisou ser intubada na unidade de saúde e estabilizada, necessitando de uma viatura do Samu (Serviço de Atendimento Móvel de Urgência) para ser transferida com todo cuidado para a Santa Casa. Essa mudança aconteceu já no início da noite.

A amiga Selina de Souza Gomes detalhou o quadro clínico com uma voz bastante chateada, já que a vítima não tem parentes em Campo Grande - segundo ela, familiares da mulher moram em Rio Verde de Mato Grosso. Na cidade, ela morava com o suspeito e o filho, de 18 anos.

Vizinhos também relataram que o marido da vítima tinha um histórico de violência e já chegou a quebrar uma das pernas da esposa. Outro detalhe informado é que as agressões apareciam quando o homem bebia.

À polícia, o homem contou que o tiro foi acidental, mas o local onde o disparo atingiu a vítima contradiz a versão apresentada por ele, apontam os vizinhos. Ele foi detido por policiais no momento em que chegava na chácara.

O caso teve acompanhamento da Polícia Militar e da Deam (Delegacia Especializada de Atendimento à Mulher), que estiveram no local da tentativa de feminicídio.